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ASSUNTOS DO DIA admin em 08 Fev 2010

NO FUNDO DO MAR.


Seu primeiro papel no cinema foi vivido em NO FUNDO DO MAR. Um exuberante filme de suspense, baseado no livro best-seller de Peter Benchley (o mesmo autor de Tubarão). Nick Nolte ganhou notoriedade quando apareceu em 82 no filme 48 HORAS, ao lado de Eddie Murphy. Nolte sempre detestou ser galã, preferiu os papeis que viveu ate hoje com grande intensidade. O trabalho que mais emocionante para Nolte foi atuar ao lado de Katherine Hepburn em Grace Quiqley, Um Jogo de Vida ou Morte, de 1983. Nessa época, Nolte tinha problemas com a bebida e a atriz Katherine Hepburn deu-lhe um puxão de orelhas, que só se refletiria nos anos noventa, quando resolveu abandonar o vício. Nolte filmou ARCADIA LOST, um drama dirigido pelo grego Phedo Papamichael. Ele ainda vai aparecer em WARRIOR, onde ele faz o papel de um lutador de boxe envolvido com o alcoolismo.Nick Nolte nasceu em Omaha, Nebrasca, no dia 08 de Fevereiro de 1941, completando no dia de hoje 69 anos.

ASSUNTOS DO DIA admin em 08 Fev 2010

KING KONG.


Vamos abrir o programa A Música no Cinema de hoje com a lendária trilha sonora composta por Max Steiner para o filme de 1933, KING KONG. A trilha original foi regravada pela Orquestra Sinfonica de Moscou sob a regência de Wiliam Stromberg. Uma outra trilha raríssima será mostrada no programa de hoje, o trabalho de Joseph Kosma para o filme de Jean Renoir A GRANDE ILUSÃO. Destacaremos o bonito trabalho do compsitor Philip Saiton para MOBY DICK, o classico filme que tem Gregory Peck num desempenho notável. O compositor David Raksin cumpriu um exuberante trabalho compondo a trilha sonora para o filme ASSIM ESTAVA ESCRITO. Fechando o programa, o trabalho de Richard Marvin para U-571 A BATALHA DO ATLÂNTICO. Para você ouvir o programa que começa as oito da noite, basta acessar (www.universitariafm.ufu.br).

ASSUNTOS DO DIA admin em 08 Fev 2010

UM VIOLINISTA NO TELHADO.


Neste 08 de fevereiro o compositor John Williams completa mais um ano de uma feliz e premiada existência. Sua trajetória musical é de uma figura vitoriosa, cujo talento acaba refletido pelo reconhecimento unânime de que indiscutivelmente é a grande expressão da música no cinema. O reconhecimento através de importantes prêmios é sempre importante no sentido de estimular uma trajetória vitoriosa, assim é que John Williams, pelo menos até aqui, já recebeu 34 indicações para concorrer ao Oscar, tendo arrebatado 5 estatuetas. O primeiro Oscar foi pela adaptação musical para UM VIOLINISTA NO TELHADO (1971), posteriormente vieram as trilhas sonoras originais de TUBARÃO (1975), GUERRA NAS ESTRELAS (1977), E.T. (1982) e finalmente A LISTA DE SCHINDLER.John Williams trabalhou com os maiores expoentes da direção como Alfred Hitchcock, Don Siegel, Delbert Mann, Brian De Palma, Sydney Pollack, Steve Spielberg e muitos outros importantes nomes. Foi durante oito anos o diretor de Boston Pops Orchestra, uma das mais tradicionais orquestras norte-americanas. Alem disso regeu outras renomadíssimas orquestras como a Sinfônica de Londres, Sinfônica de Chicago, Orquestra Sinfônica de Pittsburg, Filarmônica de Los Angeles. Consagrou com Steve Spielberg uma parceria ao longo de trinta e seis anos. Em cada um desses trabalhos, Steve Spielberg sempre fez questão de fazer referências elogiosas a sensibilidade e talento de John Williams quanto a captar com espírito criativo os melhores acordes para cada momento de cada filme. John Williams nasceu em Nova Iorque no dia 08 de Fevereiro de 1932, completando no dia de hoje 78 anos.

ASSUNTOS DO DIA admin em 08 Fev 2010

PRIMEIRA PÁGINA.


O ator Jack Lemmon, indicado oito vezes ao Oscar e vencedor de duas estatuetas como coadjuvante por “Mister Roberts”, em 1955, e o de ator por “Sonhos do Passado” em 1973. Em 1988, ele recebeu prêmio pelo conjunto da obra da American Film Institute. Um de seus maiores, se não maior parceiro, foi Walter Matthau. Os dois formaram uma das duplas mais bem sucedidas de toda a história do cinema. Walter, sempre o rabugento relaxado e Lemmon o certinho. Entre os oito filmes protagonizados pelos dois estão: “Uma loura por um milhão”, 1966, de Billy Wilder e o maravilhoso “Dois velhos bem rabugentos”, 1994. Lemmon chamava Walter de meu irmão. Com o diretor Billy Wilder ao todo foram sete filmes de Jack Lemmon: Quanto Mais Quente Melhor, Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment), Irma La Douce, The Fortune Cookie, Avanti!, A Primeira Página ( The Front Page) e Buddy Buddy. Jack Lemmon faleceu no dia 27 de Junho de 2001, vítima de um câncer. Jack Lemmon nasceu em Newton, no dia 08 de Fevereiro de 1925, se estivesse vivo, estaria completando hoje 85 anos.

ASSUNTOS DO DIA admin em 07 Fev 2010

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR.


São mais de cinco mil roteiristas que trabalham atualmente em Hollywood, que sistematicamente são acometidos de uma crise de criatividade que acaba refletindo na tela em trabalhos medíocres e inexpressivos. Bem por isso, o recurso da refilmagem pode ser uma grande alternativa para burlar a falta de criatividade. Digo isso, principalmente pensando nas comédias de Hollywood, grande parte um besteirol desmedido. Ontem revi pela quarta vez, QUANTO MAIS QUENTE MELHOR do notável Billy Wilder com desempenhos fantásticos de Jack Lemmon e Tony Curtis. Nesse contexto, até mesmo Marylin Monroe, independente da sua escultura física, assumindo o papel que lhe cabia, deu conta do recado. Se hoje, seria difícil achar um ator do mesmo calibre de Jack Lemmon, digo que por outro lado, uma refilmagem ganharia muito mais em termos de uma trilha sonora mais funcional. O trabalho de Adolph Deutsch cumpriu o papel de uma trilha de background, mas bem que o filme merecia um trabalho de maior realce, até pelo fato de que o tema do filme também tinha tudo a ver com música, principalmente nos dois atores principais, no caso um contra-baixista e um saxofonista.

ASSUNTOS DO DIA admin em 07 Fev 2010

BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR.


Em 1988 nas dependências do TUCA em São Paulo, por ocasião da projeção do filme IRONWEED, tive a oportunidade de colher um rapido depoimento de Hector Babenco para o meu programa A Música no Cinema, da Rádio Universitária (www.universitariafm.ufu.br). Perguntei-lhe sobre a ausência da música no filme IRONWEED, mas naquela época, ainda não tinha a percepção clara da importância que uma trilha, tipo sacrificio ( a música entra no ultimo instante) exerce no contexto da narrativa. Mais tarde, quando Babenco foi entrevistado no programa Roda Viva, mandei-lhe a minha pergunta , daí sobre a importância do trabalho do polones Zbigniew Preisner para BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR. Foi quando Babenco se deteve por mais tempo a uma resposta, pois segundo ele, nunca havia visto nada parecido. Com objetivo de propiciar maior refinamento e pertinência a um solo de oboé, o compositor fêz questão de extrair o som do instrumento, a partir de uma gruta, exalando uma certa primitividade. Babenco valoirozu, sobremaneira, o grande estoicismo de Preisner no sentido de imprimir uma sonoridade extremamente pertinente com aquilo que a cena pedia. Esse é apenas um dos exemplos do papel que a música desempenha para dar um sentido especial a uma cena, bem como ao próprio filme. Babenco nasceu em Mar Del Palata, Argentina, mas tem cidadania brasileira. Aliás, sua identidade com o Brasil é que levou-o a trabalhos brilhantes como em BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR e CARANDIRU. Hoje Babenco está completando 64 anos.

ASSUNTOS DO DIA admin em 06 Fev 2010

A NOITE AMERICANA.


Este é o título do filme de François Truffaut que se constitui numa autêntica aula sobre cinema. O fime é muito mais um documentário no qual Truffaut coloca toda a sua experiência a serviço do cinema. A Noite Americana ele procura render homenagens a quem ele realmente admirava, como era o caso de Orson Welles, através de Cidadão Kane. Um dos idealizadores do movimento Nouvelle Vague, François Truffaut é uma autentica legenda do cinema. Ele nasceu em Paris, no dia 06 de Fevereiro de 1932, falecendo no dia 21 de Outtubro de 1984, se estivesse vivo, estaria completando hoje 76 anos.

ASSUNTOS DO DIA admin em 06 Fev 2010

NA IDADE DA INOCÊNCIA.


De outra parte, existem momentos musicais mágicos em DOMICÍLIO CONJUGAL, como a passagem Les Charmes du Japon. A HISTÓRIA DE ADELE H é um filme sobre a desconhecida filha de Victor Hugo. O cineasta François Truffaut tinha acabado de ler o livro de François Porcile sobre o compositor Maurice Jaubert, que compôs algumas trilhas, principalmente para os filmes dirigidos por Marcel Carné. Mas as obras de Jaubert, em sua maioria, não haviam sido reproduzidas, principalmente em se tratando das composições eruditas. Isso acabou estimulando ainda mais Truffaut a utilizar a música de Jaubert, composições do período entre 1930 a 1940. Truffaut extraiu trechos da Suíte Francesa e também da Ils de Paques de Jaubert. NA IDADE DA INOCÊNCIA, filme em que Truffaut tem a experiência de mais uma vez trabalhar com crianças; aliás, o cineasta reconhecia: “Trabalhar com criança é uma experiência espantosa, muito mais difícil do que trabalhar com adultos”.O encantamento de Truffaut com a música de Jaubert o estimula a aproveitar excertos da Sonata para Dois Violinos, Violoncelo e orquestra de cordas. Além disso, Truffaut também aproveita um Divertimento de Jaubert que caiu como uma luva dentro do contexto daquela história baseada em fatos reais vivenciados pelo cineasta. Em seguida, o filme O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES aborda um tipo neurótico, frenético, compulsivo e paquerador, com um modus operandis totalmente contrário aos conquistadores convencionais. Mais uma vez, Truffaut vai buscar inspiração na música de Jaubert, extraindo trechos da Intermedes para orquestra e cordas. Finalmente LA CHAMBRE VERTE é uma espécie de filme saudosista das pessoas que partiram. Truffaut recusava o rótulo de filme sobre a morte, mas era sobre as pessoas queridas que morreram. Para a trilha sonora deste filme em que Truffaut é o faz tudo, ele produziu, dirigiu e atuou e também - por que não dizer - foi o responsável pela seleção musical, onde acaba reunindo composições de Maurice Jaubert. Truffaut confessou, certa vez, que gostaria de ter feito um filme contando uma história de amor com um fundo de música clássica. Fico então imaginando se de repente, ele não iria recorrer a Mozart para rechear a trilha sonora desse filme.

ASSUNTOS DO DIA admin em 06 Fev 2010

A NOIVA VESTIDA DE PRETO.


François Truffaut tinha uma indisfarçável simpatia por Hitchcock; a mesma era extensiva ao compositor Bernard Herrmann, a quem conseguiu convencer a fazer a trilha de A NOIVA VESTIDA DE PRETO. Este trabalho de Hermann revela uma certa impregnação da atmosfera hitchcockiana, particularmente com relação à música de UM CORPO QUE CAI. Mas o criativo Herrmann dá toques geniais na trilha, citando até mesmo a Marcha Nupcial de Mendelssohn, e com ela faz belo improviso.Houve compositor com quem Truffaut trabalhou em apenas um filme, como foi o caso de Jean Constantin, em 1959, com o filme OS INCOMPREENDIDOS. A música acompanha o universo de adolescentes, enquanto o filme procura mostrar a grande diferença existente entre os mundos do adolescente e do adulto. Outro compositor que marcou presença nas realizações cinematográficas de Truffaut foi seu compatriota Antoine Duhamel, valendo o destaque para a trilha de BEIJOS PROIBIDOS. Mesmo com o aproveitamento de uma canção de Charles Trenet para funcionar como uma espécie de tema, a música é um fio condutor de todas as emoções, às vezes com um caráter invocativo das recordações da juventude. Um outro trabalho de Duhamel para Truffaut foi em DOMICÍLIO CONJUGAL, de 1970. O curioso é que esse filme é cheio de citações, pois temos passagens que lembram diretores como Fritz Lang, Ernst Lubitsch, Jacques Tati e o próprio Truffaut. Também a música acompanha esse espírito do filme, já que Duhamel acaba citando A NOIVA VESTIDA DE PRETO, música de Herrmann.

ASSUNTOS DO DIA admin em 06 Fev 2010

O ULTIMO METRO.


O compositor que mais trabalhou com Truffaut foi Georges Delerue, a partir de TIREZ SUR LE PIANISTE. Por ocasião desse filme, Truffaut chegou a oferecer a trilha para alguns compositores e nenhum deles chegou a demonstrar interesse, enquanto que Delerue não só se interessou como também percebeu claramente o espírito do filme. Bem por isso a trilha de TIREZ SUR LE PIANISTE chega a ser um pastiche do que eram os filmes americanos. Para se ter uma idéia em TIREZ SUR LE PIANISTE, vamos encontrar um pouco de tudo, inclusive de jazz e rock. Delerue teve outros trabalhos admiráveis para Truffaut como JULES E JIM, A SEREIA DO MISSISSIPI, AS DUAS INGLESAS E O AMOR. Bem, quero fazer um destaque especial para a trilha de O ULTIMO METRO, onde Delerue não só grifa com sua característica musical as cenas, mas sobretudo reveste o filme de uma emoção forte emanada da música. Por exemplo, na cena com os personagens Marion e Lucas, o tema principal é arranjado de forma profundamente envolvente. A MULHER DO LADO, outro trabalho musical fantástico de Georges Delerue, onde a música fala pelos próprios personagens, já que o processo de comunicação verbal entre os dois protagonistas, interpretados respectivamente por Gerard Depardieu e Fanny Ardant, fica dificultado, dada a situação comprometedora dos dois. A NOITE AMERICANA é um filme que se revela como uma autêntica aula de cinema, nesse contexto a música cumpre o papel que dela se espera de reforçar todas as cenas. O último filme de Truffaut foi DE REPENTE NUM DOMINGO, filme concebido em sete semanas e meia, muito mais com a preocupação de caracterização de um filme B, do que pressa. Um dos componentes importantes desse filme está no contraste, pois temos risos e lágrimas, daí a música de Delerue cumprir perfeitamente bem o seu objetivo.

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