TRABALHADORES CORRENDO RISCOS DE INTOXICAÇÃO



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Nesta segunda-feira, dia 12, no programa Trocando em Miúdos, entrevistamos a médica especialista em Toxicologia, Andréa Franco Amoras Magalhães. Na sua dissertação de mestrado “Avaliação clínico-ocupacional de trabalhadores assistidos no Ambulatório de Toxicologia Ocupacional de Brasília”, defendida na Faculdade de Ciências da Saúde (FS) da Universidade de Brasilia, os dados são preocupantes. Por exemplo, 81% dos trabalhadores não usavam qualquer tipo de proteção individual (EPIs), como botas, máscaras e roupas. O principal motivo alegado por mais da metade dos entrevistados foi quanto desconforto que tais proteções geram como calor, por exemplo. As conseqüências também puderam ser sentidas, a partir da constatação de que 31% dos entrevistados alegaram sentirem tonturas, sendo que 79% dizem sentir dor de cabeça. Este quadro acabou levando 23% a serem afastados do trabalho por intoxicação.A amostra pesquisada por Andréia era constituída por trabalhadores da área rural (tratorista, jardineiro, pulverizador de agrotóxicos), funcionários da área de saúde que trabalham em campanhas contra a dengue (dengueiros) e serviços gerais (repositor de mercadoria, vendedor de agrotóxicos) encaminhados pela rede pública entre 2003 e 2005 ao ambulatório.
A desinformação é um dos principais fatores a colocar em risco a saude desses trabalhadores, uma vez que uma expressiva maioria, nem toma conhecimento dos riscos que são alertados até mesmo pelos rotulos dos produtos utilizados.
Esta mais do que evidente, que essa situação já demonstra claramente a necessidade quanto a implementação de um programa de prevenção das intoxicações. Determinadas profissões já impoem determinados riscos, o que pode ser agravado ainda mais com a omissão de funcionários desavisados, quanto a se prevenir contra eventuais intoxicações.

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