No quadro Consulta Médica, conversei com a médica Magda Vaissman, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB) e chefe da Unidade de Problemas Relacionados ao Álcool e outras Drogas (UNIPRAD) do Hospital São Francisco de Assis da UFRJ. O assunto foi “workaholic”, que são aquelas pessoas que trabalham excessivamente. Alguns chegam a passar 14 horas trabalhando, relegando família e amigos, deixam tudo de lado, em função do trabalho, tornam-se escravos, independente da urgência de cumprir suas tarefas. A Dra Magda afirmou que alguns podem ter sintomas característicos, tais como ansiedade, angústia, dores de cabeça ou musculares, náuseas, fadiga e insônia. A partir de algumas dessas manifestações, com a pessoa estando dentro desse padrão profissional de comportamento ideal é que, a partir da identificação dos primeiros sintomas o paciente passe por uma avaliação clínica, neurológica e psiquiátrica para a garantia do seu bem-estar físico e emocional. A Dra Magda deu ainda algumas dicas para atenuar um eventual quadro, que a pessoa reserve um tempo para si e para a família e valorize formas de lazer, tais como ler um livro, assistir televisão, ir ao cinema, dançar, beijar, dar boas gargalhadas e ainda praticar uma atividade física. Atenção, cuidado também com os exercícios físicos, pois quem exagera, corre o risco de cair em outra patologia, que é chamada de “vigorexia”. Segundo Voltaire:”O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.” Eu complemento dizendo que é bom evitar transformar o trabalho em vício, pois nesse caso ele vira um mal que a gente faz sem prazer.
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