Você já deve ter observado pessoas que em diferentes situações ficam balançando as pernas. Essas pessoas podem integrar uma estatística que atinge 15% da população mundial, que são acometidas do que se convencionou chamar de “sindrome das pernas inquietas”. No programa Trocando em Miúdos desta quinta-feira, entrevistamos o médico neurologista Raimundo Nonato sobre esse assunto. Os sintomas desta síndrome são desencadeados a partir do momento em que a pessoa está deitada dormindo, lendo, principalmente no período noturno. Muito embora as causas ainda não tenham sido cientificamente comprovadas, um dos fatores que pode desencadear o problema seria a falta de ferro no organismo. No entanto, o principal entrave para um diagnóstico sobre a doença está na falta de informação. Para agravar ainda mais o quadro, muitos médicos não sabem da existencia da doença, bem como não teriam como diagnosticá-la.
Por isso, este espaço é de fundamental importância no sentido de disseminar a informação sobre a SPI - Síndrome das Pernas Inquietas. De acordo com o Dr. Nonato a SPI pode ser controlada com agentes dopaminérgicos, que são aqueles remédios utilizados para o Mal de Parkinson. Por outro lado, não se descarta a ingestão de ferro, que poderia ser uma das causas do desencadeamento da doença. As mulheres, em geral, têm mais chances de desenvolvê-la, já que com o ciclo menstrual elas perdem sangue e muitas vezes ficam anêmicas. O problema cresce durante a gravidez, por causa de uma divisão de nutrientes e proteínas entre o feto e a mãe, o que pode levar a uma deficiência de ferro no organismo da mulher. Pessoas que sofrem de problemas renais, pode favorecer esse tipo de doença. O diagnóstico da doença é clínico. As causas são determinadas por um defeito na região do nosso cérebro, que controla os movimentos. A deficiência da dopamina, poderia estimular o aparecimento da Sindrome das Pernas Inquietas. Um outro grupo de medicamentos chamado de agonistas dopaminérgicos, substâncias que aumentam a taxa de dopamina no cérebro. As drogas de cunho psiquiaátrico, principalmente neurolepticos, algumas substâncias utilizadas no tratamento do vômito e até mesmo o café, podem piorar o quadro dos pacientes com a SPI-Síndrome das Pernas Inquietas.