Janeiro 2009
Arquivo Mensal
A evolução do estilo jornalístico
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Publicado por admin em 11 Jan 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Nesta segunda-feira, dia 12, no programa Trocando em Miúdos, entrevistamos a médica especialista em Toxicologia, Andréa Franco Amoras Magalhães. Na sua dissertação de mestrado “Avaliação clínico-ocupacional de trabalhadores assistidos no Ambulatório de Toxicologia Ocupacional de Brasília”, defendida na Faculdade de Ciências da Saúde (FS) da Universidade de Brasilia, os dados são preocupantes. Por exemplo, 81% dos trabalhadores não usavam qualquer tipo de proteção individual (EPIs), como botas, máscaras e roupas. O principal motivo alegado por mais da metade dos entrevistados foi quanto desconforto que tais proteções geram como calor, por exemplo. As conseqüências também puderam ser sentidas, a partir da constatação de que 31% dos entrevistados alegaram sentirem tonturas, sendo que 79% dizem sentir dor de cabeça. Este quadro acabou levando 23% a serem afastados do trabalho por intoxicação.A amostra pesquisada por Andréia era constituída por trabalhadores da área rural (tratorista, jardineiro, pulverizador de agrotóxicos), funcionários da área de saúde que trabalham em campanhas contra a dengue (dengueiros) e serviços gerais (repositor de mercadoria, vendedor de agrotóxicos) encaminhados pela rede pública entre 2003 e 2005 ao ambulatório.
A desinformação é um dos principais fatores a colocar em risco a saude desses trabalhadores, uma vez que uma expressiva maioria, nem toma conhecimento dos riscos que são alertados até mesmo pelos rotulos dos produtos utilizados.
Esta mais do que evidente, que essa situação já demonstra claramente a necessidade quanto a implementação de um programa de prevenção das intoxicações. Determinadas profissões já impoem determinados riscos, o que pode ser agravado ainda mais com a omissão de funcionários desavisados, quanto a se prevenir contra eventuais intoxicações.
Publicado por admin em 08 Jan 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Um grupo de 40 pesquisadores estudam as causas e conseqüências da hipertensão arterial. O professor Kleber Franchini foi entrevistado hoje, dia 8, no quadro Consulta Médica, sobre o trabalho integrado em diversas unidades da Unicamp, entre as quais o Ambulatório de Hipertensão Arterial do Hospital das Clínicas (HC), e laboratórios de pesquisa dos departamentos de Clínica Médica, Enfermagem e Patologia Clínica da FCM.
A hipertensão arterial é um problema de saúde cuja importância pode ser medida pela alta prevalência – aproximadamente 25% da população brasileira – bem como pela gravidade de suas complicações mais recorrentes, entre as quais a insuficiência renal, a insuficiência cardíaca e o derrame cerebral.
De acordo com o Dr. Kleber Franchini:” A hipertensão arterial é uma doença multifatorial que aparece em conseqüência do agrupamento, no portador, de fatores herdados e comportamentais, como o estresse, sedentarismo, dieta com excesso de sal, alcoolismo, entre outras. É ‘democrática’. Não respeita classe social, gênero ou raça, além de ter pouco ou nenhum sintoma”. O Prof. Kleber Francihini coordena o Laboratório de Fisiopatologia Cardiovascular da Unicamp. Neste laboratório são conduzidos atualmente estudos de desenvolvimento de fármacos. O objetivo é o tratamento da insuficiência cardíaca, uma das principais complicações da hipertensão arterial. Os testes iniciais demonstraram potencial para uso terapêutico, foram planejados e sintetizados pela pesquisadora Silvana Rocco, associada ao grupo. O pedido de patente já foi registrado.
Publicado por admin em 07 Jan 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Entrevistei nesta quarta-feira, dia 7, Sérgio Fracalanzza, professor do Departamento de Microbiologia Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que alertou para o fato de que 20% dos ocupantes de um edifício experimentam efeitos agudos na saúde, que parecem estar relacionados ao tempo que passam no prédio. Muitas vezes casos freqüentes de febre, tosse, frio e dores musculares em pessoas confinadas em alguns ambientes podem indicar a presença da Síndrome do Edifício Doente (SED). Infelizmente, como o Brasil não tem tradição estatística, faltam estudos mais quantitativos quanto a incidência e extensão desse problema. Tivemos em 2002 nos Estados Unidos, uma pesquisa que registrou as conseqüências econômicas da má qualidade do ar nos ambientes de trabalho. Foi levada em cosnideração a diminuição da produtividade de cada empregado e o tempo de afastamento da empresa, algumas vezes necessário, sendo que o quantitativo revelou um prejuízo econômico de aproximadamente U$ 60 bilhões por ano.
Na época da morte do ministro das Comunicações, Sergio Motta, este problema foi levantado, mas rapidamente acabou esquecido. O que ocorre é que cada vez mais existe um processo de verticalização das construções, o que implica, em espaços mais reduzidos entre uma edificação e outra, o que implica em menor ventilação e falta de uma maior renovação do ar. O Prof. Fracalanzza diz que os corredores arejados deram lugar a aparelhos de ar condicionado, que tornam o ar viciado e propenso a contaminantes biológicos, poluentes químicos e inertes.
Este, sem dúvida, é um tema que deveria fazer parte das discussões sobre as condições dos ambientes de trabalho.
Publicado por admin em 05 Jan 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
No quadro Panorama Econômico, desta segunda-feira, dia 5, o economista Paulo Rais afirmou que 2009 vai ser um ano difícil, mas que o Brasil pode superar as dificuldades impostas pela crise econômica internacional.
Claro que tudo depende do comportamento do mercado nos próximos meses. No jornal Folha de São Paulo, de hoje, pudemos perceber como subiu o grau de crédito disponível no Brasil, o que indica ainda uma perspectiva de endividamento de pessoas físicas. Alguns cenários já estão sendo desenhados como a prever que a inadimplência pode se elevar e com isso o agravamento da crise. Por exemplo, no mês de novembro, o grau de inadimplência já foi o maior do ano, com taxa que chegou a 7,8%.
Considerando, que neste mês de janeiro os brasileiros estão frente a despesas como IPVA, IPTU, matrículas escolares e uma série de outros gastos que acabam por comprometer ainda mais a renda dos brasileiros.
Volto então a perguntar: quais são as consequencias da crise econômica?