PROJETO PEDAGÓGICO NA FAVELA



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No programa Trocando em Miúdos, desta quarta-feira, dia 11, o professor de educação física Leopoldo Kasuki Hirama, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, desenvolveu um projeto pedagógico na favela de Heliópolis na capital paulista ( são mais de 120 mil habitantes) com objetivo de conhecer a realidade de crianças e adolescentes. Para que o projeto pudesse ser realizado em tempo integral, o professor morou durante tres anos na própria favela, o que lhe permitiu ter contato direto com a realidade daquela comunidade. O projeto desenvolvido por Hirama, tinha como eixo principal o esporte. O pesquisador destaca que procurou agregar outros estimulos paralelamente ao esporte, com objetivo de um maior envolvimento. Por exemplo, a medida em que os participantes adquiriam dominio sobre as praticas, os mesmos eram promovidos a condição de monitores, o que conferia uma maior valorização aos que se aplicavam mais nas praticas. Esse monitores acabavam se transformando em referências importantes, não só na condição de atletas, mas de auxiliares dos professores envolvidos no projeto. O prof. Hirama percebeu que a comunidade queria uma continuidade desse projeto, o que se refletiu como estimulo para formação de uma equipe que pudesse competir. Um dos aspectos que foi objeto de investigação nessa pesquisa, foi perceber como os jovens trabalhavam a frustração diante das derrotas nas competições esportivas. Ao mesmo tempo em que muitos adolescentes davam um peso a essa frustração como decorrente da disputa, da mesma forma, o que chamoua atenção foi a consciencia dos jovens quanto a possibilidade de superar essa frustração com as disputas. O envolvimento das familias com o projeto, aconteceu a partir do instante em que os familiares perceberam o grau de envolvimento dos filhos com o esporte, o que significava que eles não estariam correndo riscos, caso estivessem na rua, sem nenhum objetivo.
A conclusão do estudo permitu levantar tres caracteristicas importantes, em se tratando de um projeto social com eixo no esporte. Um ponto diz respeito a continuidade de uma iniciativa que está sendo oferecida, ou seja, o esporte não pode ser visto meramente como atividade de recreação. Deu para perceber que os jovens tem interesse no esporte de conhecê-lo a fundo e aprender uma espécie de ofício, mesmo não se tornando profissionais. Finalmente um outro aspecto importante na conclusão do trabalho, diz respeito a relação professor/aluno, apontando para a necessidade que o educador tenha conhecimento da comunidade em que está inserido, podendo com isso entender melhor a dinâmica das relações com a comunidade.

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