A doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906, por um médico alemão chamado Alois Alzheimer e curiosamente na reunião clínica onde ele apresentou o caso o mesmo não foi nem mesmo incluído no livro feito a partir daquela reunião clínica. Posteriormente é que se constatou que o Dr. Alzheimer tinha apresentado um caso de uma nova doença. Até 1970 acreditava-se que a doença fosse forma de demência dos velhos, ou que muitos chamavam de caduquice ou esclerose até recentemente.
A doença de Alzheimer acomete os pacientes, mas tem uma repercussão muito grande nos familiares, bem por isso o Centro de Referencia para os Portadores da Doença de Alzheimer, do Hospital Universitário da UnB, tem sido uma referência no tratamento da doença, mas também no suporte aos familiares. Nós entrevistamos o médico responsável pelo setor, Dr. Renato Maia, que confirma os números dando conta que existem no mundo 25 milhões de pessoas portadoras da doença de Alzheimer, sendo que de acordo com o médico a tendência é de crescimento da incidência. O maior risco para a doença é a idade, a partir do momento que a população vive mais, mais casos aparecerão no mundo. O maior risco hoje está para as pessoas a partir dos 65 anos, 5% terão Alzheimer, sendo que a partir dos 80 anos, 30% terão a doença. A fase inicial da doença se caracteriza por grandes esquecimentos, como lembra Dr. Maia: ”a pessoa com Alzheimer não esquece aonde deixou a chave, esquece pra que serve a chave”. Não obstante o trabalho dos pesquisadores, não existe nenhum marcador para a doença seja no sangue ou no líquor, sendo que o diagnóstico é feito a partir da junção de dados de um exame de imagem, algum exame de sangue, mas de fundamental importância a avaliação clínica feita por um especialista. A propósito, Dr. Maia ressaltou que muitos médicos, sem o devido preparo, costumam afirmar que é Alzheimer algo que não é Alzheimer e muitas vezes deixam passar o diagnóstico por não estarem atento a doença. Apesar de não ter cura, o Dr. Renato Maia mostra-se otimista quanto a um avanço notável na área terapêutica, dentro de aproximadamente dez anos.
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