Muitas manicures não têm a menor noção dos perigos daqueles microorganismos que agridem as unhas. Na realidade, as pessoas que freqüentam os salões de beleza têm que estar preparadas para utilizar esses serviços. Por isso seria importante que as pessoas portassem um kit com sua lixa de unha, alicate, palito de laranjeira, a espátula, já que esses são os instrumentos que são compartilhados por dezenas de pessoas que freqüentam o salão de beleza. Esse foi o alerta dado pela médica dermatologista da Universidade de Brasilia, Dra Carmélia Reis. A seqüência do problema é o seguinte: chega o cliente no salão que tem o problema na unha, ele utiliza aquele material, sendo que aquele pó que fica no salão, é justamente o alimento para os fungos que contaminam as unhas. Alem disso, aquele “bife”, um sangramento no canto da unha podem se traduzir como porta aberta para a infecção, principalmente quando se trata de portadores de hepatites, HIV positivo que são doenças transmitidas através dessa metodologia. A médica Dra Carmélia Reis afirmou que mais de 80% das micoses diagnosticadas são nas unhas das mãos e dos pés, proveniente principalmente da falta de cuidados no tocante as pessoas terem o seu próprio material e não compartilhar com materiais de salão que podem estar infectados. A propósito, ela também afirmou que a literatura mostra casos de clientes de salões de beleza que se contaminaram com vírus das hepatites B e C, até mesmo do próprio vírus da AIDS.
A Dra Carmélia Reis, entrevistada do programa Trocando em Miúdos desta segunda-feira,dia 16, reafirma que muitas vezes a unha é um espelho de muitas outras doenças como a psoríase e tantas outras patologias. Não resta dúvida de que a doença mais comum é a micose, provocada pelos fungos.
Os calçados fechados, muitas vezes conspiram a favor das bactérias, por isso a dermatologista recomenda que os sapatos devem ter rodízio, com dois ou três pares por semana, sempre procurando permitir a limpeza e assepsia dos calçados.