Entrevistamos a nutricionista Daniela Wenzel, que na sua tese de doutorado, junto Faculdade de Saúde Pública da USP, procurou conhecer a realidade brasileira sobre o aleitamento materno. A população alvo desta pesquisa foram crianças com até um ano de idade, dividida em dois grupos, de zero a seis e de seis a doze meses. Entre os fatores que favorecem a amamentação está o fato de ter duas ou mais crianças menores de cinco anos no domicilio, ou seja, em função da experiência da mãe isso favoreceria o aleitamento materno. Outros fatores positivos, mãe de cor negra ou parda, alem de maior renda. Morar na área rural também é outro fator que ajuda o aleitamento materno. Já dentre os fatores negativos ao aleitamento materno está o uso de creches. A mãe trabalha longe das creches, alem das mesmas não estarem estruturadas para favorecer para que as mães, possam até deixar o leite materno para as suas crianças.
A pesquisa mostrou nas duas faixas etárias, que a maior prevalência de aleitamento materno está na região norte do Brasil. A menor prevalência foi da região sudeste e centro-oeste.
A nutricionista Daniela Wenzel destacou que um dos dados que chegou até a surpreender é que em todas as regiões do país o aleitamento materno vem crescendo.Paradoxalmente, apesar da região centro-oeste ser relacionada como a de menor prevalência do aleitamento materno, a pesquisa mostrou que foi onde o AM mais cresceu comparativamente a uma pesquisa anterior, realizada na década de oitenta.
Um dos aspectos que chamam a atenção está no fato de que considerando que até dez anos atrás, a região norte tinha índices alarmantes de mortalidade infantil, com a maior prevalência do AM, isso está mudando.
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