Entrevistamos a professora Ana Flávia Nogueira, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, que lidera um grupo de cientistas que desenvolve novas tecnologias para o aproveitamento da energia solar. Desde 1996, esse grupo tem procurado descobrir alternativas mais baratas , construindo células solares para o aproveitamento da energia solar, convertendo em eletricidade. O trabalho é no sentido de desenvolvimento de painéis solares convertidos em eletricidade. OPs painéis solares existentes hoje são a base de silício, que são caros e tendo de ser importados. A idéia do grupo foi do aproveitamento de produtos mais baratos, utilizando a tecnologia nacional. Um dos dispositivos dessas células solares é o óxido de titânio que nada mais é do que o pigmento branco das tintas de paredes. Este é o material base desse dispositivo que vem sendo desenvolvido. A primeira aplicação que está sendo testada é a “in door” , ou seja para os ambientes de uma casa ou até mesmo um escritório, onde não existe uma luminosidade muito elevada. Aplicações desde brinquedos, equipamentos como calculadora, cartões inteligentes, carregadores de celular, laptop e outros. Funcionaria da seguinte forma, você colocaria um painel solar na sua mesa e automaticamente com a luz da sala, você poderia estar carregando os componentes. Considerando que o Brasil é um país com grande extensão territorial, onde muitas vezes o custo de se levar a energia elétrica é muito grande, esses painéis poderiam se transformar em fontes alternativas de energia. Outra aplicação das células orgânicas seriam em roupas com a colocação de placas solares.
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