A anemia falciforme se caracteriza por uma deformação das hemácias que são os glóbulos vermelhos.Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando –os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. A forma comum da Anemia Falciforme ( Hbss ) acontece quando uma criança herda um gene da hemoglobina falciforme da mãe ou do pai . Normalmente os sintomas surgem a partir dos seis meses de vida da criaça, sendo que os sintomas são crises dolorosas provocadas pela obstrução de pequenos vasos, dores que podem se tornar extremas e passar ao
abdômen, tórax e articulações. Há crianças que apresentam inchaço bastante doloroso nas mãos e nos pés,e aquelas muito suscetíveis a infecções bacterianas, como pneumonias e meningites. Um estudo da pesquisadora do Hemocentro da Unicamp, Carla Fernanda Franco Penteado, procurou investigar a relação de uma determinada enzima com a anemia falciforme. O aumento da quantidade dessa enzima já foi relatado em outros estudos como câncer, hipertensão pulmonar, pneumonia e doenças cardiovasculares. A anemia falciforme afeta principalmente a população negra, mas devido a miscigenação de raças ela pode ser encontrada em indivíduos da cor branca. O estudo da Profa Carla demandou dois anos, trabalhando com aproximadamente 60 pacientes portadores da anemia falciforme. Foram formados dois grupos , os que estavam em tratamento e aqueles que não faziam tratamento, o que ensejou uma observação sobre as diferenças quanto a presença da determinada enzima. Este foi o primeiro estudo sobrelação entre as enzimas metaloproteinases (MMPs) com a anemia falciforme. O próximo passo do projeto divide-se em duas etapas, primeira avaliar se essas enzimas são alteradas em pacientes com doenças pulmonares e ainda um estudo em camundongos transgênicos para anemia falciforme e investigar melhor a presença dessas enzimas no modelo animal.
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