Entrevistamos a farmacêutica Vanessa Aparecida Marcolino, que desenvolveu sua tese de doutorado junto a Unicamp, estudou o emprego de corantes naturais em alimentos. A principal motivação para o estudo da farmacêutica ocorreu por conta dos problemas decorrentes do emprego de corantes artificiais. Esse corantes são conhecidos pelos problemas de intoxicação, alergias e alguns de características cancerígenas. As próprias indústrias têm procurado os corantes naturais, o que ocorre é que eles têm problemas de estabilidade, alem da variedade de cores que os artificiais têm e os naturais não possuem. Por tudo isso a farmacêutica, procurou através do seu estudo, analisar a estabilidade de alguns corantes naturais, para que os mesmos pudessem substituir os artificiais nas industrias de alimentos. A farmacêutica ponderou que aqui no Brasil tudo demora mais, pois somente após a proibição nos Estados Unidos é que a medida chegou por aqui, quanto a determinados corantes que hoje o uso é proibido. Isso contribui para uma visão meio pejorativa existente sobre o corante, no que a farmacêutica explica:”o corante nada mais é do que uma substancia que dá cor, então ele é importante para o alimento, para um aspecto visual melhor e despertar o interesse do individuo em consumir aquele produto!” Ainda hoje o emprego de corantes naturais encarece os produtos, o que de certa forma exerce fator inibidor quanto ao seu aproveitamento em larga escala pela industria. O que ocorre é que o mercado tem sido cada vez mais exigente, principalmente priorizando produtos naturais, o que de certa maneira pressiona o setor industrial para atender esse nicho do mercado.