Março 2009

Arquivo Mensal

NEUROLOGISTA PESQUISA A DOR NO MAL DE PARKINSON.

Publicado por admin em 25 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

A médica neurologista Greice Helena Letro foi entrevistada no programa de hoje, dia 25, ela foi pesquisar as queixas de dor dos pacientes portadores do Mal de Parkinson. Explicando sobre a doença, a médica alerta que Parkinson é uma doença neurológica, que se dá por conta de uma degeneração de uma determinada região do cérebro, que se chama “substância negra”, que produz o neurotransmissor chamado dopamina. Em decorrencia disso é que surgem nos pacientes as alterações motoras. O paciente pode ficar lento no caminhar, bem como também se tornar rígido, com dificuldade para se movimentar. Cerca de 1% da população será acometida de Parkinson, que começa a partir dos 55 anos, alcançando a sua plenitude a partir dos 65 anos em diante. Parkinson pode acometer jovens, só que nesses casos, são necessárias avaliações mais aprofundadas. Algumas medicações, como drogas utilizadas para vertigens e tonturas, elas podem provocar reações que se confundem com o Parkinson. Determinadas pessoas podem ser acometidas de Parkinsonismos, em decorrencia, por exemplo de acidente vascular cerebral, por doenças infecciosas e até traumatismo craniano. É o caso por exemplo do ex-boxeador Cassius Clay (Mohamed Ali), como sequela de inumeros golpes sofridos na região cerebral. São produzidas pequenas hemorragias e que ao longo do tempo acabam evoluindo para o Parkinsonismo. O Parkinson começa de um lado do corpo e com o tempo acaba também atingindo o outro lado. Por exemplo, se a pessoa começou no braço direito, apresenta uma dificuldade ou lentidão nos movimentos. Com a evolução da doneça ela atinge o outro lado do corpo. Não existe cura para o Mal de Parkinson, mas existem medicamentos que atenuam os sintomas decorrentes. A médica neurologista avaliou 50 portadores de Parkinson, com objetivo de saber se a dor que eles sentiam, tinham relação com a doença. Foram excluidas todas as outras causas de dor, valorizado apenas as dores relacionadas com o Parkinson, sobrando 27 pacientes. Desses pacientes, 16 tiveram uma melhora significativa a partir de uma medicação especifica. A função do trabalho foi excluir outras queixas que não tivessem relação com a doença de Parkinson.

Terapia cognitivo-comportamental na terapêutica do tabagista.

Publicado por admin em 24 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Nesta terça-feira, dia 24, tivemos no programa a participação da psicóloga Silvia Maria Ismael Cury, que em sua tese de doutorado desenvolveu uma pesquisa sobre a terapia cognitivo-comportamental na terapêutica do tabagista. Os resultados do trabalho foram extremamente animadores, visto que quase 50% conseguiu parar de fumar, sendo que normalmente com uso de medicação e outros métodos o índice nunca era superior a 30%. Para a psicóloga para ser considerado ex-fumante, a pessoa tem que estar abstinente por um ano, sendo que no entanto, se a pessoa quiser matar a saudade e fumar um único cigarro, depois desse espaço de tempo, teremos 99% retornando ao vício. O interessante dessa terapia está na desconstrução de vários mitos que foram criados ao longo do tempo pelos fumantes, para justificar o vício de fumar. A psicóloga deu algumas dicas para quem está disposto a parar de fumar. Por exemplo, quando der vontade de fumar, tome dois copos de água. Após as refeições, escovar os dentes para mascarar a vontade, muitas vezes incontrolável de fumar. O trabalho através da terapia cognitivo-comportamental na terapêutica do tabagista apresentou bons resultados a partir de seis meses.

FUMANTE PASSIVO SOFRE TANTO QUANTO O FUMANTE ATIVO.

Publicado por admin em 19 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Entrevistamos o médico pneumologista do Hospital Universitário da USP, Dr. João Paulo Lotufo que falou sobre os riscos que correm os fumantes passivos, que hoje são objeto de preocupação por parte da classe médica. Por exemplo, a esposa de um fumante, tem 25% mais chance de sofrer enfarto e câncer de pulmão, do que quem não convive com o marido fumante. As autoridades em saúde publica estão tentando chamar mais a atenção do pai fumante, uma vez que doi mais pra ele saber que a asma do filho tem relação com a fumaça do cigarro do que falar que o fumante vai ter efisema ou bronquite ao longo do tempo. Está provado que hoje a criança tem um fator de influência muito forte quanto a decisão do pai ou da mãe em parar de fumar, já que os pais são mais sensiveis ao apelo da criança. O Dr. Lotufo falou da experiência do primeiro ambulatório que foi montado para pais fumantes de crianças com problemas respiratórios. Segundo o Dr. Lotufo foi dosada a nicotina e seus derivados na urina de crianças de 0 a 5 anos de idade e foi constatado que 24% das crianças tem nicotina no organismo. De acordo com o especialista, se por um lado existe uma resposta positiva dos adultos quanto a decisão de parar de fumar, como fruto das campanhas institucionais que são feitas, por outro lado, os adolescentes não se mostram nem um pouco preocupado e fumam cada vez mais cedo. As pesquisas apontam que a cada tres adolescentes que fumam, pelo menos um, vai fumar o resto da vida. Alem do trabalho no sentido de fazer com que os adultos parem de fumar, existe uma preocupação cada vez mais crescente quanto a fazer com que as crianças não comecem a fumar. O trabalho de conscientização chega as escolas, visando atingir as crianças a partir dos sete anos de idade. O Brasil produz hoje o tabaco Y1 que tem tres vezes mais nicotina, esse produto é exportado para mais de 20 países. Na Ásia e África o consumo de cigarro começa a aumentar, enquanto que no resto do mundo, o consumo está em queda.
Tabagismo passivo, foi incluido no curriculo da pediatria, tudo para permitir que o proprio aluno tenha uma percepção mais clara dessa grande problemática, que atinge, por tabela, quem não fuma.

LEITE EM PÓ PROVOCANDO CARIE DENTAL EM CRIANÇAS.

Publicado por admin em 17 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Conversamos no programa Trocando em Miúdos de hoje, com a professora Cínthia Pereira Machado Tabchoury, da Área de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), que coordenou um estudo que apontou que dependendo da formulação, o leite em pó pode provocar caries em crianças. Os produtos que foram testados, um deles apresenta o leite em sua formulação, enquanto que o outro é um derivado da soja, normalmente utilizado por crianças que desenvolvem alergia a lactose. De acordo com o rotulo das duas formulas, uma delas continha lactose, que é o açucar do leite, enquanto que a outra continha a maltodextrina, que é um açucar. O trabalho de estudo foi desenvolvido a partir de voluntários adultos que utilizam um aparelho ortodontico, onde são fixados pequenos pedaços de dente de leite de crianças. Foram realizados dois grupos, um sendo tratado com água, do controle negativo,enquanto que o outro utilizava uma solução de sacarose, que éo açucar mais cariogênico existente na nossa dieta, sendo considerado um controle positivo, que era justamente para acusar a carie. O estudo considerou duas situações, sendo a primeira de uma criança que não escova os dentes, ou que não escova de forma adequada, apresentando placa dental sobre o dente. Também foi considerada a situação em que a criança não estaria utilizando o creme dental com fluor. O desenvolvimento da cárie tem relação com a frequencia com que a criança utiliza a mamadeira à noite , ficando muitas vezes com o leite parado na boca. Durante a noite a saliva é produzida em quantidade mínima o que não consegue proteger a criança. Muitas vezes, a mãe acaba adicionando açucar de cozinha (sacarose) ara adoçar o leite, o que contribui ainda mais para maior susceptibilidade a cárie. A professora Cinthia alerta para a necessidade de a partir do momento em que a criança tiver o primeiro dentinho na boca, torna-se importante que os pais faça a higienização visando limpar o dente e protegê-lo contra a formação de placas que são as responsáveis pelo aparecimento das cáries.

SEXUALIDADE NA VELHICE

Publicado por admin em 12 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Entrevistamos a Profa. Helena Brandão da Faculdade de Educação Física da Unicamp, que realizou um trabalho de pesquisa sobre “sexualidade na velhice”. Foram ouvidos 1400 idosos, na região metropolitana de São Paulo e Campinas. A constatação é de que existe muitas dúvidas do idoso sobre o sexualidade ao longo do processo de envelhecimento. Como a pesquisa, na sua primeira parte, ouviu os jovens, eles também tem dúvidas de como será a sua vida sexual a partir da velhice. Segundo a pesquisadora, existem muitos mitos e dúvidas que precisam ser sanadas e discutidas com profissionais de saúde, para que o idoso também possa ter uma vida plena no âmbito da sexualidade. A professora Helena pondera que muitas vezes se evita de discutir sexo com idosos, como sendo algo desrespeitoso, o que de certa forma contribui para um processo de marginalização, como se o idoso não tivesse uma vida sexual, ignorando que essas pessoas tenham desejos sexuais, alem da propria possibilidade de manter uma vida sexual ativa. Quando se trata de viúvas, por exemplo, de acordo com a pesquisadora, a situação é ainda pior, já que ela tem toda a questão da preservação social, o que a leva ter vergonha de fazer perguntas a profissionais da saúde sobre questões ligadas a sexualidade, seja a perda de libido ou até mesmo a questão de ressecamento vaginal. Ainda com relação a mulher viúva, também ela se depara com a dificuldade quanto a aceitação das pessoas até mesmo da famíia, quanto a necessidade de tentar refazer a sua vida. Nesse sentido, os viúvos levam maior vantagem, já que não existe tanto preconceito quanto com relação a mulher. Helena Brandão frisa ainda que myiras vezes, quando uma mulher com 60 ou 70 anos, aparece com um namorado, ela praticamente é ridicularizada perante determinadas pessoas, tendo muitas vezes que enfrentar um preconceito social para poder vivenciar a sua afetividade nessa fase da vida. Nesse trabalho de pesquisa foi possivel detectar que tanto a religião como a família mais conservadora acabam se constituindo como a grande castradora do sexo. Muitas idosas entrevistadas demonstraram um pensamento incutido pelo dogma religioso, no sentido de colocar o sexo como sendo uma coisa feia, pecado e que até mesmo no casamento tiveram dificuldade de se libertar desses preconceitos e tabus para que pudessem ter uma vida plena e feliz com o próprio marido. Perguntei a pesquisadora Helena Brandão sobre quem estaria melhor informado sobre sexo, se o homem ou a mulher? A pesquisadora afirmou que o homem tem mais liberdade para tirar suas dúvidas com profissionais da saude sobre o seu funcionamento sexual, ele teria menos vergonha e conversam mais entre sí, mas conhece pouco sobre a sexualidade da mulher. Enquanto que a mulher também conhece pouco sobre o homem, notadamente pela dificuldade em tratar sobre o tema. Helena conheceu muitos casais de idosos que levam uma vida sexual plena e feliz, mas isso não reflete a maioria. Existe uma tendência sempre de se atrelar a sexualidade ao ato sexual, para a pesquisadora isso ocorre por ser um assunto pouco discutido. A própria literatura fala que o sexo é tão proibitivo que todo mundo fala nele, só que fala atrás da porta ou às escuras. Helena conta da resistencia que encontrou até mesmo quando se apresentava para palestras sobre o tema, em que algumas reações colocavam em dúvida sobre o que os idosos iriam achar do tema. A sexualidade não é abordada de forma natural, isso acaba se refletindo em resistências e bloqueios.

ASPECTOS GENÉTICOS DA SURDEZ

Publicado por admin em 10 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Entrevistamos a pesquisadora Edi Sartorato do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Unicamp que tem estudado aspectos genéticos da surdez desde 1998. A surdez pode ter uma origem ambiental ou genética, sendo que nos paises desenvolvidos o percentual de origem genética da surdez chega a 50%. Desde 1998 os pesquisadores da Unicamp tem-se debruçado sobre as alterações do gene que causam a perda auditiva. São vários os genes que causam a surdez genética. Os individuos portadores dessas alterações do gene são mais suscptiveis a surdez do que aqueles que não tem. credita-se que existam mais de 100 tipos de surdez genetica, justamente em decorrencia das alterações do DNA. Até recentemente não se atribuiam as causas genéticas determinados tipos de surdez que acabavam rotuladas como de origem desconhecida. Graças aos estudos, tem sido possivel detectar a etiologia da deficiencia auditiva. Para que se tenha uma idéia da dimensão do problema, um casal que tem um filho com surdez genética, a probabilidade de surgir um outro filho com deficiência auditiva é muito alta. Esta situação por si só, já revela a importância quanto a identificação e origem da surdez. O grupo de pesquisadores da Unicamp é pioneiro no trabalho da surdez genética. Existem hoje no Brasil aproximadamente 18 milhões de pessoas com problemas auditivos. Ainda não é possivel dimensionar a incidência da surdez genética, justamente pelo fato de existirem problemas como a rubeola que conspiram a favor da deficiencia. A pesquisadora Edi Sartorato , no entanto, acredita que a medida que forem melhoradas as condições materno-infantil a tendência será de se chegar a 50% dos casos como de origem genética.

OS 22 ANOS DO TROCANDO EM MIÚDOS.

Publicado por admin em 08 Mar 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Estamos preparando um grande evento para o dia 08 de maio, em comemoração aos 22 anos do programa Trocando em Miúdos. Neste dia, nas dependencias do anfiteatro 3Q do Campus Santa Mônica, a partir das oito da noite, estaremos recebendo convidados para uma apresentação de gala do programa. Teremos a participação de convidados especiais e tambem acontecerá o lançamento do livro Trocando em Miúdos. Nos próximos dias, estaremos confirmando o grande convidado de honra desse evento. Aguardem!