FUMANTE PASSIVO SOFRE TANTO QUANTO O FUMANTE ATIVO.



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Entrevistamos o médico pneumologista do Hospital Universitário da USP, Dr. João Paulo Lotufo que falou sobre os riscos que correm os fumantes passivos, que hoje são objeto de preocupação por parte da classe médica. Por exemplo, a esposa de um fumante, tem 25% mais chance de sofrer enfarto e câncer de pulmão, do que quem não convive com o marido fumante. As autoridades em saúde publica estão tentando chamar mais a atenção do pai fumante, uma vez que doi mais pra ele saber que a asma do filho tem relação com a fumaça do cigarro do que falar que o fumante vai ter efisema ou bronquite ao longo do tempo. Está provado que hoje a criança tem um fator de influência muito forte quanto a decisão do pai ou da mãe em parar de fumar, já que os pais são mais sensiveis ao apelo da criança. O Dr. Lotufo falou da experiência do primeiro ambulatório que foi montado para pais fumantes de crianças com problemas respiratórios. Segundo o Dr. Lotufo foi dosada a nicotina e seus derivados na urina de crianças de 0 a 5 anos de idade e foi constatado que 24% das crianças tem nicotina no organismo. De acordo com o especialista, se por um lado existe uma resposta positiva dos adultos quanto a decisão de parar de fumar, como fruto das campanhas institucionais que são feitas, por outro lado, os adolescentes não se mostram nem um pouco preocupado e fumam cada vez mais cedo. As pesquisas apontam que a cada tres adolescentes que fumam, pelo menos um, vai fumar o resto da vida. Alem do trabalho no sentido de fazer com que os adultos parem de fumar, existe uma preocupação cada vez mais crescente quanto a fazer com que as crianças não comecem a fumar. O trabalho de conscientização chega as escolas, visando atingir as crianças a partir dos sete anos de idade. O Brasil produz hoje o tabaco Y1 que tem tres vezes mais nicotina, esse produto é exportado para mais de 20 países. Na Ásia e África o consumo de cigarro começa a aumentar, enquanto que no resto do mundo, o consumo está em queda.
Tabagismo passivo, foi incluido no curriculo da pediatria, tudo para permitir que o proprio aluno tenha uma percepção mais clara dessa grande problemática, que atinge, por tabela, quem não fuma.

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