Abril 2009
Arquivo Mensal
Programa A Música no Cinema -De 2a a 6a feira - 20 h. www.universitariafm.ufu.br
Arquivo Mensal
Publicado por admin em 30 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
A gripe suina é parecida com aquele gripe sazonal, que ocorre todos os anos, mas com um potencial de letalidade muito grave e que vem preocupando as autoridades de saúde de todo o mundo. É um virus proveniente do porco e que foi estudado com o influenza de humanos e aves e que bem por isso vem provocando grande alarde no mundo todo. O consumo de carne de porco já caiu aqui no Brasil, de forma até injustificada, uma vez que o médico infectologista Edimilson Migowski afirmou que ele não deixou de consumir e carne de porco, que desde que a carne seja cozida, não há nenhuma relação entre a ingesta do produto com a gripe suina. Quanto a própria denominação de “gripe suina” o Dr. Edimilson explica que como ela é proveniente do virus “influenza”, que tanto pode ser encontrado em suinos, aves e humanos, o mais correto seria que se chamasse “gripe aviário suino humana”. Com relação as máscaras cirurgicas que tem sido usadas em larga escala, o especialista adverte que as mesmas não protegem, ou seja, não existe nenhuma prova de que essas máscaras evitariam a contaminação. As recomendações, contudo, tem sido feitas no sentido de que aquelas pessoas com sinais da gripe (tosse, febre e espirro), nesse caso as máscaras seriam utilizadas para evitar a maior circulação e contaminação desse virus. As recomendações tem sido feitas no sentido das pessoas redobrarem os cuidados com a higiêne, seja lavando e evitando colocar as mãos nos olhos e na boca. O Dr. Edimilson Migowski alerta que o importante neste momento não é só a questão da higiene, mas também da propria vacinação, disponivel na rede pública e privada. Se por um lado não existe nada comprovando que a vacina evitaria a gripe suina, por outro lado, ela pode evitar maiores confusões la na frente.
Com relação a procedimentos que indicariam uma tendencia das pessoas em se automedicarem de forma preventiva, o Dr. Edimilson alerta que os medicamentos comumente usados nas gripes, não tem qualquer efeito quando se trata de um processo viral, como é o caso da gripe suina. Aqueles produtos antivirais, mais específicos, só poderiam ser utilizados mediante prescrição médica. Os exames para detecção desse virus, só podem ser feitos em alguns laboratórios de centros de referência como a Fiocruz, Usp de Ribeirão Preto, Adolpho Lutz e outros poucos centros referenciados.
Diferentemente da gripe viária, o grau de letalidade da gripe suina é determinado pelo alto índice de transmissibiidade entre humanos, que vem justificando a subida no nivel de alerta de pandemia, por parte da Organização Mundial de Saúde. De acordo com o infectologista Edimilson Migowski o que impressiona no caso da gripe suina é justamente a competência que o virus mostra quanto a transmissão de uma pessoa para a outra. Diferentemente das gripes anteriores, desta vez os motivos de preocupação são muito maiores. O desenvolvimento de uma vacina contra esse virus demoraria pelo menos quatro meses, enquanto que o virus poderia se esparramar pelo mundo num prazo de dois meses.
Publicado por admin em 24 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Dra. Vera Lucia Mestre Rosa, especialista em dor orofacial e disfunção temporo-mandibular, especialidade em ortopedia funcional dos maxilares e ortodontia foi entrevistada no programa Trocando em Miúdos. Ela falou sobre um problema que muitas vezes pode levar a pessoa a recorrer a vários especialistas até chegar aquele que pode resolver a questão que é o dentista. Trata-se da DTM é uma abreviação da disfunção temporo mandibular, uma especialidade criada recentemente, ela se fere a uma articulação que nós temos na frente da orelha, que nos permite a movimentação na hora da mastigação, do ato de falar e engolir. Qualquer alteração nessa articulação é classificada como disfunção temporo-mandibular, também conhecido como DTM. Muitas vezes, pessoas acometidas de dores de cabeça, ouvidos, alem de tonturas, podem estar apresentando problemas relacionados com a DTM, daí a classificação como dor orofacial. A Dra Vera explica o mecanismo dessa dor orofacial, que muitas vezes na região em volta da boca, nós temos musculaturas que podem ser afetadas como atos que passam por ranger os dentes, roer unhas, apertar os dentes e até uma mastigação mais traumática, com isso essa musculatura pode ser afetada. Com isso a dor pode não ser na articulação, mas próxima a ela. Por exemplo, na cabeça temos a região das temporas, com um músculo chamado temporal, sendo que muitas vezes o músculo pode estar dolorido, provocando sensação de dor de cabeça, que não é da cabeça propriamente dita, mas sim dessa musculatura que pertence a mastigação. A Dra Vera lembra que muitas vezes o paciente que sofre de dor orofacial, ele acaba passando por muitos profissionais. A queixa de dor de cabeça pode levá-lo ao neurologista, ou então com a dor próxima ao ouvido, ele procura o otorrino, ele passa de médico para médico, até chegar a um dentista, que é o profissional indicado para o tratamento dessas dores. A Dra Vera Lucia lembra ainda que “toda pessoa que tem problemas orofaciais, nomalmente apresentam uma carga de ansiedade e estresse muito grande, tendo sempre um órgão de choque para o qual são deslocadas suas angustias”.
Com relação ao processo terapêutico, a Dra Vera Lucia lembra que ela só é efetiva, quando se atinge a causa do problema. Depois de muitos estudos, ainda não se chegou a origem desses problemas, mas seguramente não se deve a um único fator, sendo então uma questão multifatorial. O fator emocional é decisivo quanto a gerar mais tensão para essa região. Aquelas pessoas que costumam roer unhas ou até mesmo tentar remover cutícula com os dentes, podem apresentar problemas relacionados a dor orofacial. Um outro fator predisponente da dor orofacial, pode originar-se a partir de próteses dentárias mal colocadas.
Publicado por admin em 22 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Entrevistamos no programa de hoje a cientista social Márcia Jardim, que na sua tese de doutorado defendida junto ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, mediu o impacto que a televisões legislativas tem na imagem dos parlamentares. Se por um lado, inicialmente era objeto do trabalho medir o impacto que as TVs legislativas tem no comportamento dos parlamentares, de outra parte os resultados foram surpreendentes. O que mais surpreendeu no trabalho de pesquisa que Marcia Jardim realizou junto a deputados e vereadores, foi de que para 98% deles, a televisão contribuiu para que eles mudassem sua imagem. A pesquisa investigou quais as mudanças de comportamento que foram registradas nos parlamentaress, sendo que para 47% deles as mudanças foram positivas, no sentido de estimular uma postura de maior responsabilidade diante do mandato. Márcia Jardim interpretou as informações como uma preocupação dos parlamentares no sentido de melhorar o conteúdo dos seus discursos, como também cuidar da sua própria postura nas sessões legislativas. Quanto a preocupação de qualificar o discurso, ou seja, saber aquilo que estava sendo dito, nesse sentido muitos deles procuraram fazer cursos de oratória, cercando-se de assessores técnicos que preparassem os discursos para que a representação em plenário fosse a mais satisfatória possível. Márcia Jardim pondera que na realidade a atividade parlamentar exige um preparo por parte de quem se elege deputado ou vereador, o que nunca acontece por parte dos partidos, na hora de escolher os candidatos. Muitos são eleitos sem a noção de como apresentar um projeto, como fazer para que o seu projeto passe pelas comissões, com defesa convincente por parte do parlamentar. Com a preocupação das TVs legislativas em dar uma maior transparência ao processo legislativo, isso implica em grande exposição dos próprios parlamentares
O início das televisões legislativas se deu no final da década de oitenta, inicialmente por meio das TVs a cabo e com abrangência bastante restrita, ou seja, apenas para os assinantes. Mais tarde, mediante as grandes repercussões que as CPIs tiveram junto ao grande publico, isso estimulou iniciativas de vários legislativos estaduais e municipais, no sentido de terem o seu próprio canal de televisão.
A cientista social Marcia Jardim alerta no entanto, que se por um lado essas emissoras de televisão oferecem maior transparência sobre o que está acontecendo no legislativo, ela pode também ser usada como uma vitrine pelo parlamentar. Justamente neste ponto é que torna-se importante o papel do cidadão no sentido de não permitir que essas emissoras não sejam alvo de um mau uso por parte dos próprios parlamentares.
A partir de 2000 a expansão dos canais legislativos tem-se dado de forma impressionante e que hoje não se limitam mais a TV por assinatura. Várias emissoras estão na internet, por meio de Web TV. Marcia reconhece que mesmo com o crescimento dessas emissoras, a audiência quanto às sessões deliberativas ainda é muito baixa. Por outro lado, a pesquisadora reconhece a importância das transmissões se darem ao vivo, sem corte, isso implica em maior constrangimento por parte do parlamentar, que vai pensar duas vezes antes de falar e também com seu próprio papel de representante do povo.
Publicado por admin em 21 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Uma coisa é ter medo de dentista, ou então ficar nervoso durante um tratamento. Já outra coisa é passar mal na cadeira do dentista, em decorrência de algum problema de saúde. Ms até que ponto os dentistas estariam preparados para oferecer os primeiros socorros em casos de emergências médicas? Procurando resposta para esta questão a Isamara Geandra Cavalcanti Caputo em sua tese de mestrado realizou uma pesquisa para conhecer até que ponto os profissionais da odontologia estariam preparados para enfrentar determinadas emergências médicas. Normalmente as emergências médicas não tem nenhuma relação com os dentes. Esses problemas ocorrem muito mais em função de condições sistêmicas apresentadas pelos pacientes e que leva a essas intercorrencias. Normalmente essas emergências são desencadeadas por nível de estresse do paciente, principalmente pela própria predisposição de medo que alguns pacientes apresentam.A pessoa pode chegar a ter um desmaio, ou mesmo uma certa palpitação, tudo em detrimento do medo. Por outro lado, o dentista deve estar preparado para saber identificar até que ponto uma determinada crise ocorre por conta da ansiedade ou então um problema mais sério de ordem cardiológica. O dentista teria que estar preparado, ocorre no entanto, que esse tipo de preparo o profissional deve procurar fora da unviersidade, já que não existe obrigatoriedade da grade curricular apresentar uma disciplina sobre essas situações. Existem cursos de emergências médicas e primeiros socorros que são ministrados por diferentes entidades e que de certa forma exigem o preparo do profissional da odontologia. Na pesquisa desenvolvida pela Isamara aproximadamente 63% dos entrevistados já passaram por situações de emergência. O que se tem visto sobre essas emergências é que existem aquelas que são chamadas de “emergências menores” onde ocorrem a perda de consciência por conta da ansiedade. Mas na pesquisa da Isamara foi constatado um caso de parada cardíaca e também um caso de choque anafilático. Felizmente em ambos os casos os pacientes foram socorridos e não tiveram maiores problemas. Tal fato evidencia a possibilidade desses casos acontecerem, sendo que caberá ao profissional estar preparado para enfrentar essa situação. Existem algumas faculdades que ministram uma matéria correlata sobre emergências médicas, dentro da área de cirurgia. Nos cursos de pós-graduação essa matéria é obrigatória.Bem por isso Isamara acredita que é chegada a hora de se pensar em criar uma disciplina especifica na grade curricular do curso de odontologia, para oferecer maiores condições para que os profissionais não encontrem dificuldades diante de determinadas emergências médicas com duração de pelo menos um semestre.
Publicado por admin em 20 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Não é de hoje que o Estado não possui renda que não seja aquela que vem do nosso bolso, seja na forma de impostos, taxas ou empréstimos. O governo faz a despesa e nós pagamos a conta através de impostos e taxas. O imposto é uma espécie de prestação pecuniária, com sua arrecadação variando de país para país. Na realidade, o imposto acaba sendo a principal receita do Estado. De caráter obrigatório, o indivíduo não tem como fugir dessa contribuição, seja qual for o pretexto. Vinculado ao chamado Direito Financeiro, temos o Direito Tributário que rege as relações entre o fisco e o contribuinte. O custeio dos serviços públicos acaba sendo o principal objetivo do imposto. Na história, o exemplo mais eloqüente a insurreição contra esse malfadado vem de Tiradentes. Portugal instituiu a “derrama” que se constituía por um imposto cobrado de cada região onde houvesse a exploração de ouro . O pagamento seria de 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Ocorre que a região que não conseguia cumprir estas exigências, os soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Emanuelle Morselli definiu em sua obra A DOUTRINA DO IMPOSTO:”Chama-se imposto a riqueza individual deduzida pelas entidades públicas para prover os serviços públicos gerais”. Ou seja, o conceito de imposto está ligado ao serviço publico geral. Entende-se por serviços públicos nas áreas de transportes, estradas de rodagem, comunicação, saúde, saneamento, iluminação, energia alem da assistência oferecida à população que habita áreas insalubres ou de baixa produtividade, alem dos serviços sociais de toda a natureza.
Os impostos cujo fator gerador é o consumo, tem sempre maior ou menor efeito sobre o preço das mercadorias e sobre o nível geral de preços.
O governo baixou o IPI dos veículos. Depois foi a vez da construção civil, por meio do programa de moradias Minha Casa, Minha Vida, com o governo reduzindo a carga tributária de 7% para 1%. A mais recente medida do governo vem favorecer a chamada linha branca de eletrodomésticos, com redução de IPI de geladeiras, fogões e maquinas de lavar roupa e tanquinhos.
A carga tributária brasileira é uma das mais altas de todo o mundo, representando no ano passado cerca de 36,56% do PIB-Produto Interno Bruto, que representa a soma de todas as riquezas brasileiras. O brasileiro paga imposto demais. Alem disso o imposto no setor de telefonia representa 44%. Quando você toma um café sem açucar, no preço você paga 36,52% de imposto. Se você adoçar com açúcar, o imposto representa 40,50%.
Só pra que você tenha uma idéia, existem em vigor no Brasil exatamente 74 impostos. A desinformação que atinge desde os iletrados até os bem formados é o motivo determinante da falta de indignação diante desse quadro. Dos impostos, 70% fica na União, enquanto que 26% vai para os Estados, enquanto que nos municípios, onde moram os cidadãos, fica apenas 4% de toda a arrecadação tributária. Se por um lado Tiradentes foi enforcado por causa do imposto, de outra parte não foi por acaso que outro mineiro célebre, Carlos Drumond de Andrade escreveu: “”O imposto tem esse nome porque, de outro modo, ninguém o pagaria.”
Publicado por admin em 20 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
As IFES-Instituições Federais de Ensino Superior, apresentaram uma proposta alternativa a que foi formulada pelo MEC para mudar o vestibular. Inicialmente o MEC havia sugerido a adoção da nota no ENEM para servir de parâmetro para que os alunos pudessem ingressar no ensino superior. Depois de uma reunião com reitores das federais, o ministro da Educação, Fernando Haddad concordou com a proposta das IFES em flexibilizar em quatro formas a participação das universidades no processo seletivo. Também ficou estabelecido que um comitê será responsável por acompanhar a elaboração da prova e seu impacto no currículo do ensino médio. São 55 universidades federais que poderão escolher qual a maneira de utilizar o novo Enem no processo seletivo. Existem quatro possibilidades que passarão a vigorar. A primeira possibilidade, seria da Instituição adotar o ENEM como fase única. Na segunda forma, o ENEM seria utilizado na primeira fase, sendo que a Universidade aplicaria a segunda fase por sua própria conta. Já a terceira possibilidade seria o ENEM como parcela da média com a prova da Universidade, ou seja, usa-se a nota do ENEM, que seria somada a nota da Universidade, sendo a nota média utilizada para o processo de seleção. Finalmente a quarta possibilidade, seria a da oferta, como fase única, das vagas remanescentes do vestibular tradicional. Desta maneira, a Universidade faria o seu vestibular, sendo que a partir da existencia de vagas não preenchidas, seria então levada em consideração a nota do ENEM para preenchimento dessas vagas. As Universidades Federais de Ensino Superior discutirão internamente as quatro formas, para se saber, qual delas passará a vigorar no processo seletivo do vestibular. O ministro da Educação, Fernando Haddad, admitiu ainda a participação dos secretários estaduais de educação dentro do comitê de governança para participar das deliberações. De qualquer maneira, o ministro está convencido de que qualquer uma das quatro formas que sejam adotadas pelas universidades, poderá contribuir para melhorar a qualidade do processo. Durante esta semana, o programa Trocando em Miúdos está promovendo uma enquete para conhecer a opinião sobre as mudanças no vestibular. Participe!
Publicado por admin em 20 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
A psicóloga Rosita Barral realizou um estudo para sua tese de mestrado onde ela ouviu homens entre 51 e 82 anos com cancer de prostata e que foram submetidos a tratamentos. Rosita Barral a partir da experiencia profissional com portadores de cancer de prostata e percebendo a dificuldade que esses pacientes tinham no tocante a encarar o declínio sexual, isso motivou a profissional para estruturar sua tese de mestrado, defendida junto a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). O trabalho desenvolvido pela psicóloga partiu de uma pesquisa qualitativa com esses pacientes, onde o objetivo fundamental não era quantificar, mas sim o que importava era a subjetividade dos individuos. As pessoas que participaram dessa pesquisa eram do interior de São Paulo. A principal dificuldade que Rosita encontrou foi quanto a encontrar pessoas dispostas a falar sobre suas dificuldades sexuais, dái a dificuldade ao compor a amostra da pesquisa que abrangeu 10 homens. Todos os participantes tinham cancer de prostata que estava controlado.Alguns buscando atendimento médico para que pudessem fazer cirurgia para impante de protese peniana ou tomar algum tipo de medicamento que pudesse resolver o problema da disfunção erétil (impotência). No grupo, a principal manifestação, já que o cancer estava controlado, era no sentido de retomar a vida sexual. No grupo oito homens eram casados, mantendo relações estáveis, enquanto que dois outros eram viúvos e tinham namoradas. Bem por isso, sentiam a dificuldade em ter uma vida sexual ativa. Nove dos dez integrantes da pesquisa, realizaram prostectomia radical, que é um procedimento onde são retirados nervos que envolvem a prostata, tendo uma relação direta com a ereção peniana. Nem só esse fator pode ser considerado como determinante para uma disfunção, já que a vivencia com a doença cronica como o câncer e tratamentos muitas vezes agressivos como quimioterapia e radioterapia, são fatores que podem interferir na questão de ordem psicológica vinculado a fisfunção erétil e não somente o aspecto biológico. A psicóloga Rosita Barral constatou no seu trabalho que alguns pacientes, começaram a perceber o declinio sexual até mesmo antes do tratamento, por conta do processo de envelhecimento. Por outro lado, a ampla maioria apontou como determinante para a fisfunção erétil o tratamento do câncer de prostata. Rosita ressalta que muitas vezes é dificil para a pessoa aceitar o envelhecimento e as mudanças que ocorrem no corpo e o caminhar para a finitude. Por outro lado, ela alerta que isso não significa que no envelhecimento não se possa ter uma vida sexual ativa e satisfatória.
Publicado por admin em 09 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
A Dra. Clarissa W. M. Nogueira, professora do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp, foi a nossa entrevistada de hoje no quadro Consulta Médica. Ela falou sobre a tensão pré-menstrual que é um complexo de sintomas que aparecem no período que antecede a menstruação. A TPM pode durar até 14 dias, mas com a chegada da menstruação, desaparecem os sintomas. Quanto aos sintomas eles podem ser psiquicos como irritabilidade e depressão, como até físicos como dor de cabeça, nas mamas, nas pernas e um cansaço maior do que o normal. De acordo com a Dra. Clarissa, são mais de 150 sintomas como fazendo parte da Tensão Pré-Menstrual. A especialista explica que tudo decorre do ciclo menstrual onde ocorrem muitas alterações, diferente de uma fase pós-menstrual, da ovulação ou fase pré-menstrual. A Dra. Clarissa enfatizou que é preciso distinguir aquelas que sofrem com os sintomas da TPM, daquelas mulheres com quadro de depressão e ansiedade e que pioram durante a TPM, que nem por isso pode ser confundida com doença. Na opinião da Dra Clarissa a TPM tem muito a ver com o próprio equilibrio de hormonios, alem do equilibrio emocional (determinado muitas vezes pela situação de estresse) como também equilibrio físico decorrente muitas vezes da alimentação desregrada. Com relação ao peso hereditário da TPM, a Dra. Clarissa firmou, por exemplo, quem tem mãe que tem, tem mais chances de ter, muito embora não tenha comprovação hereditária, mas por outro lado é inegável a influencia familiar. Pra quem pensa que TPM é um modismo dos tempos atuais, vale lembrar que em sociedades primitivas já eram descritos casos caracteristicos de TPM. Indagada sobre o fato de nunca se falar tanto em TPM como ultimamente, a Dra Clarissa frisou que por um lado, a propria industria farmaceutica quer vender medicamentos para combater a TPM, segundo ela até mesmo com alguns exageros para determinados remedios que foram lançados no mercado. Por outro lado, ela reconhece que é um tema que audno se tem grupos que vivem juntos, as pessoas sofrem e acabam comentando. Inegavel que com a própria emancipação da mulher, ela deixou de sofrer calada num canto da casa e tem liberdade para se manifestar e consequentemente se fala mais sobre o assunto. A Dra. Clarissa reconhece que em muitas situações o assunto serve até mesmo para tentar diminuir a mulher, a partir de conotações pejorativas que são dadas a TPM.
Publicado por admin em 08 Abr 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Nesta terça-feira, dia 07, entrevistamos a enfermeira Valeria Feitosa que na sua tese de mestrado mostra os fatores de risco para a depressão durante a gravidez e o pós-parto. Valeria disse que na pesquisa o que mais surpreendeu foi o fato dos fatores de risco estarem relacionados mais com fatores psicossociais do que biológicos. De uma forma geral a depressão na gestação e no puerpério, os fatores de risco são muito parecidos, já que passam pela baixa escolaridade, baixa renda, não tem um companheiro, também quando tem muitos ou poucos filhos, todos esses acabam representando os fatores de risco. Uma outra constatação do trabalho de pesquisa foi quanto a atribuir quanto a ausencia de religião, um adoecimento com mais frequencia. Existem várias escalas para medir a depressão e que poderiam ser usadas pelas unidades de saúde, pois através desse mecanismo poderia ser traçado o perfil da mulher portadora de depressão. Um outro aspecto que contribuiu para surpreender a enfermeira Valeria Feitosa, foi quanto ao nível de solicitação, decorrente do contato com as mulheres pesquisadas. Muitas delas ligavam para a Valeria com objetivo de reclamar quanto ao não atendimento nas unidades de saúde, bem como para reclamar da tristeza e da solidão. Um outro aspecto que ficou evidente na pesquisa da enfermeria Valeria Feitosa, foi de que as instituições e unidades de saúde, poderiam formar grupos de acolhimento para essas pacientes, principalmente aquelas em situação financeira delicada e que padecem ainda da ausencia do marido e do apoio muitas vezes da própria família, o que constituiria o chamado “grupo de risco”. Valeria complementa que o acolhimento dessas gestantes poderia ser considerado como um bom começo e a melhor sugetão que o seu trabalho poderia sugerir.