Nesta terça-feira, dia 07, entrevistamos a enfermeira Valeria Feitosa que na sua tese de mestrado mostra os fatores de risco para a depressão durante a gravidez e o pós-parto. Valeria disse que na pesquisa o que mais surpreendeu foi o fato dos fatores de risco estarem relacionados mais com fatores psicossociais do que biológicos. De uma forma geral a depressão na gestação e no puerpério, os fatores de risco são muito parecidos, já que passam pela baixa escolaridade, baixa renda, não tem um companheiro, também quando tem muitos ou poucos filhos, todos esses acabam representando os fatores de risco. Uma outra constatação do trabalho de pesquisa foi quanto a atribuir quanto a ausencia de religião, um adoecimento com mais frequencia. Existem várias escalas para medir a depressão e que poderiam ser usadas pelas unidades de saúde, pois através desse mecanismo poderia ser traçado o perfil da mulher portadora de depressão. Um outro aspecto que contribuiu para surpreender a enfermeira Valeria Feitosa, foi quanto ao nível de solicitação, decorrente do contato com as mulheres pesquisadas. Muitas delas ligavam para a Valeria com objetivo de reclamar quanto ao não atendimento nas unidades de saúde, bem como para reclamar da tristeza e da solidão. Um outro aspecto que ficou evidente na pesquisa da enfermeria Valeria Feitosa, foi de que as instituições e unidades de saúde, poderiam formar grupos de acolhimento para essas pacientes, principalmente aquelas em situação financeira delicada e que padecem ainda da ausencia do marido e do apoio muitas vezes da própria família, o que constituiria o chamado “grupo de risco”. Valeria complementa que o acolhimento dessas gestantes poderia ser considerado como um bom começo e a melhor sugetão que o seu trabalho poderia sugerir.
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