TUDO QUE A MULHER DEVE SABER SOBRE TPM.



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A Dra. Clarissa W. M. Nogueira, professora do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp, foi a nossa entrevistada de hoje no quadro Consulta Médica. Ela falou sobre a tensão pré-menstrual que é um complexo de sintomas que aparecem no período que antecede a menstruação. A TPM pode durar até 14 dias, mas com a chegada da menstruação, desaparecem os sintomas. Quanto aos sintomas eles podem ser psiquicos como irritabilidade e depressão, como até físicos como dor de cabeça, nas mamas, nas pernas e um cansaço maior do que o normal. De acordo com a Dra. Clarissa, são mais de 150 sintomas como fazendo parte da Tensão Pré-Menstrual. A especialista explica que tudo decorre do ciclo menstrual onde ocorrem muitas alterações, diferente de uma fase pós-menstrual, da ovulação ou fase pré-menstrual. A Dra. Clarissa enfatizou que é preciso distinguir aquelas que sofrem com os sintomas da TPM, daquelas mulheres com quadro de depressão e ansiedade e que pioram durante a TPM, que nem por isso pode ser confundida com doença. Na opinião da Dra Clarissa a TPM tem muito a ver com o próprio equilibrio de hormonios, alem do equilibrio emocional (determinado muitas vezes pela situação de estresse) como também equilibrio físico decorrente muitas vezes da alimentação desregrada. Com relação ao peso hereditário da TPM, a Dra. Clarissa firmou, por exemplo, quem tem mãe que tem, tem mais chances de ter, muito embora não tenha comprovação hereditária, mas por outro lado é inegável a influencia familiar. Pra quem pensa que TPM é um modismo dos tempos atuais, vale lembrar que em sociedades primitivas já eram descritos casos caracteristicos de TPM. Indagada sobre o fato de nunca se falar tanto em TPM como ultimamente, a Dra Clarissa frisou que por um lado, a propria industria farmaceutica quer vender medicamentos para combater a TPM, segundo ela até mesmo com alguns exageros para determinados remedios que foram lançados no mercado. Por outro lado, ela reconhece que é um tema que audno se tem grupos que vivem juntos, as pessoas sofrem e acabam comentando. Inegavel que com a própria emancipação da mulher, ela deixou de sofrer calada num canto da casa e tem liberdade para se manifestar e consequentemente se fala mais sobre o assunto. A Dra. Clarissa reconhece que em muitas situações o assunto serve até mesmo para tentar diminuir a mulher, a partir de conotações pejorativas que são dadas a TPM.

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