A gripe suina é parecida com aquele gripe sazonal, que ocorre todos os anos, mas com um potencial de letalidade muito grave e que vem preocupando as autoridades de saúde de todo o mundo. É um virus proveniente do porco e que foi estudado com o influenza de humanos e aves e que bem por isso vem provocando grande alarde no mundo todo. O consumo de carne de porco já caiu aqui no Brasil, de forma até injustificada, uma vez que o médico infectologista Edimilson Migowski afirmou que ele não deixou de consumir e carne de porco, que desde que a carne seja cozida, não há nenhuma relação entre a ingesta do produto com a gripe suina. Quanto a própria denominação de “gripe suina” o Dr. Edimilson explica que como ela é proveniente do virus “influenza”, que tanto pode ser encontrado em suinos, aves e humanos, o mais correto seria que se chamasse “gripe aviário suino humana”. Com relação as máscaras cirurgicas que tem sido usadas em larga escala, o especialista adverte que as mesmas não protegem, ou seja, não existe nenhuma prova de que essas máscaras evitariam a contaminação. As recomendações, contudo, tem sido feitas no sentido de que aquelas pessoas com sinais da gripe (tosse, febre e espirro), nesse caso as máscaras seriam utilizadas para evitar a maior circulação e contaminação desse virus. As recomendações tem sido feitas no sentido das pessoas redobrarem os cuidados com a higiêne, seja lavando e evitando colocar as mãos nos olhos e na boca. O Dr. Edimilson Migowski alerta que o importante neste momento não é só a questão da higiene, mas também da propria vacinação, disponivel na rede pública e privada. Se por um lado não existe nada comprovando que a vacina evitaria a gripe suina, por outro lado, ela pode evitar maiores confusões la na frente.
Com relação a procedimentos que indicariam uma tendencia das pessoas em se automedicarem de forma preventiva, o Dr. Edimilson alerta que os medicamentos comumente usados nas gripes, não tem qualquer efeito quando se trata de um processo viral, como é o caso da gripe suina. Aqueles produtos antivirais, mais específicos, só poderiam ser utilizados mediante prescrição médica. Os exames para detecção desse virus, só podem ser feitos em alguns laboratórios de centros de referência como a Fiocruz, Usp de Ribeirão Preto, Adolpho Lutz e outros poucos centros referenciados.
Diferentemente da gripe viária, o grau de letalidade da gripe suina é determinado pelo alto índice de transmissibiidade entre humanos, que vem justificando a subida no nivel de alerta de pandemia, por parte da Organização Mundial de Saúde. De acordo com o infectologista Edimilson Migowski o que impressiona no caso da gripe suina é justamente a competência que o virus mostra quanto a transmissão de uma pessoa para a outra. Diferentemente das gripes anteriores, desta vez os motivos de preocupação são muito maiores. O desenvolvimento de uma vacina contra esse virus demoraria pelo menos quatro meses, enquanto que o virus poderia se esparramar pelo mundo num prazo de dois meses.
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