A narcolepsia é um disturbio do sono, o termo surgiu pela primeira vez em 1880 e a fisiologia e o mecanismo só foi descoberto na decada de 1980. Apesar de ser conhecida há muitos anos, a compreensão e o diagnóstico, apenas recentemente é que foi padronizado o diagnostico e as causas da doença. A narcolepsia se caracteriza por uma sonolência excessiva diurno, representado por ataques de sono, daí o termo narcolepsia (narco=torpor sonolência e lepsis =ataque).
Conversamos sobre o assunto com o médico neurologista, Alberto Peregrino lembrou que a pessoa que sofre de narcolepsia pode adormecer em momentos inoportunos e os primeiros sintomas surgem entre 15 e 20 anos de idade, isso não quer dizer que crianças com cinco anos, possam vir a apresentar os sintomas. O tratamento se dá através da mudança de hábitos, a nivel comportamental, como por exemplo o narcoleptico sabe que depois de um cochilo de 30 a 40 minutos, ele sabe que vai ficar bem, sem sonolência, pelo menos por tres horas. Dependendo da profissão da pessoa, ela poderá programar cochilos que são restauradores para a disposição da pessoa. Existem medicamentos que são estimulantes do sistema nervoso central, que vão manter a pessoa alerta pelo espaço de tempo de até quatro horas.
As pessoas que sofrem de narcolepsia, podem sofrer ataques de sono no meio de uma refeição, por exemplo. Por isso que o diagnóstico da doença é importante, já que os ataques podem colocar em risco a propria pessoa. Por exemplo, motoristas, motoboys, operadores de máquinas, são algumas profissões que colocam em risco a sua propria vida. As pessoas que sofrem de narcolepsias e que não foram diagnosticadas, acabam sofrendo bastante, sendo incompreendidas, já que acabam confundidas com preguiçosas , indolentes e que não querem trabalhar. O prejuízo dessas pessoas no ambito profissional e pessoal fica tremendamente comprometido, com o adventos de transtornos psicossociais. O médico Alberto Peregrino afirmou que em estudos, inclusive com cães, a partir da decada de oitenta, descobriu-se que a narcolepsia poderia ocorrer em detrimento da ausencia ou deficiência de um neurotransmissor que é conhecido por orexina ou hipocretina 2. Portanto, a narcolepsia entra na categoria dos disturbios do sono, estágio 5, conhecido como o sono REM, fase mais profunda e dos sonhos. Em decorrencia desse fato, as pessoas acometidas pela narcolepsia sofrem um ataque intenso de sono, durante o dia e por 20 a 30 minutos são capazes de sonhar, enquanto que normalmente uma pessoa só vai começar a sonhar após duas horas de sono.
Hoje existem no Brasil aproximadamente 150 profissionais especialistas em disturbios do sono, o que na opinião do Dr. Alberto Peregrino é muito pouco, como consequência a narcolepsia é muito mal diagnosticada.