No quadro Filosofia de Vida, conversamos com o filósofo Mario Alves sobre tatuagens e piercing. A tatuagem surge no tempo moderno, dessa realidade que estamos vivendo com uma presença muito acentuada. Se por um lado isso poderia até assustar, de outro lado, isso também nos permite vivenciar uma realidade que está colocada no dia a dia. Também esse aspecto acaba sendo influenciado até pela herança cultural, pois não podemos desconsiderar que os indios utilizavam de tatuagens, bem como furavam as orelhas, o nariz e até os lábios botocudos. Para o filósofo Mario Alves o ator de tatuar é a manifestação de algo, que porem não fica bem definido. Existem tatuagens discretas, enquanto outras pessoas já expressam de forma mais ostensiva e bem vísível. Para Mario Alves, enquanto para alguns a manifestação poderia se dar de forma consciente como ato de rebeldia ou manifestação contra determinada coisa, enquanto que em outra situação não passa de manifestação inconsciente. Por outro lado, se fossemos ouvir a motivação dessas pessoas, por certo tomaríamos conhecimento de muitas histórias que estariam por tras dessa manifestação. Para Mario Alves o fato de tatuar para algumas pessoas, representa um processo de somatização de algo que não foi verbalizado, da mesma forma que revelaria um certo inconformismo ou então que a pessoa fosse vista e notada.
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