Na Idade Media o uso do bigode era justificado para se chamar a atenção. Já a partir do século XIX o bigode passou a ser um sinal de prestigio, afirmação social e até mesmo ostentação, já que haviam tipos excêntricos e profundamente exagerados. Vamos encontrar bigodes em algumas figuras da política como Hitler, Stalin, Janio, Ahmadinejah, Mercadante e Sarney. Na medicina bastam dois exemplos Joseph Mengele e Roger Abdelmassih. Nas artes alguns bigodudos ilustres como Salvador Dali e Belchior. De qualquer maneira, muito diferente do que representou na época em que a expressão “fio de bigode” significava uma espécie de código de honra ou compromisso assumido, hoje muitos bigodudos já não prezam compromissos assumidos. Os jornais noticiam que Belchior deu calote na praça. Já o Mercadante disse que ia sair da liderança do governo e resolveu ficar. Por fim o Sarney que disse não ter nada com tudo que estava acontecendo no Senado, mas a todo momento surge fato novo e ele permanece como se nada estivesse acontecendo. O bigode já deixou de ser símbolo de virilidade e poder pelo menos nessa geração do século XXI. Determinados políticos acreditam ser dotados de qualidades de liderança que levam a reforçar uma personalidade feita para comandar. Essas figuras acabam por inspirar dois efeitos muito presentes na política, qual seja do efeito sicofântico, ou seja, do velhaco e falso, bem como do efeito bajulatório, o que implica em grande esforço por parte do cordão dos puxa-sacos. O embate dos politicos está sempre indicando que ao invés de curar os males, eles acabam optando sempre por vingá-los. Por isso é que o sábio francês em sua obra Le Sottisier disse:”A política tem a sua fonte antes na perversidade do que na grandeza do espírito humano.”
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