Revi este jidai (filme de época) que está no topo da minha lista dos grandes filmes, também foi um dos que Kurosawa mais tempo dedicou, já que foi rodado em um ano. Um verdadeiro épico que até hoje é considerado como o filme mais vivo de Kurosawa e talvez o melhor feito no Japão. A historia de um núcleo de camponeses cansados de serem saqueados por bandidos, resolve contratar um grupo de samurais para proteger a plantação de arroz. O filme é um prato cheio para discussões sociológicas, filosóficas e psicológicas já que invoca temas que nos permite ir alem da realidade com objetivo de tentar descobrir o que existiria lá. Violência, ética,usurpação, disciplina, estratégia,magoas, individualismo, coletivismo, desencanto e heroísmo, são temas presentes no filme e que contribuem para oferecer um amplo painel do próprio espírito humano. Uma trilha sonora pujante daquele que foi um dos mais fieis colaboradores de Kurosawa, o compositor Fumio Hayasaka. Este filme acabou ensejando um remake, o western americano SETE HOMENS E UM DESTINO, de 1960, dirigido por John Sturges. A versão original do filme OS SETE SAMURAIS tem 200 minutos, mas a que saiu em DVD possui 121 minutos, é um filme obrigatório, principalmente pra quem aprecia a arte do cinema. Kurosawa em Relato Autobiográfico expressou de forma a resumir numa frase toda uma essência: “Cinema se parece com tantas outras artes.Tem muitas características literárias, mas também conserva especificidades teatrais, revela componentes filosóficos, traz itens de pintura e elementos musicais. Ainda assim, cinema, em ultima análise, é cinema.”
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