O CASO MATTEI.



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O diretor Francesco Rosi é uma das grandes legendas do cinema italiano. Dirigiu 19 filmes, mas figura nos 50 anos de história do cinema italiano com grandes realizações como CADAVERES ILUSTRES, CRONICA DE UMA MORTE ANUNCIADA, CARMEN e O CASO MATTEI. Em O CASO MATTEI, ele conta a história do ilustre empresário italiano, que morreu em 1962, de forma misteriosa num acidente de avião. Mais uma vez tomo emprestado o título do filme para ilustrar a abordagem sobre o julgamento do STF do pedido de extradição do italiano Cesare Batisti. Na época da morte de Enrico Mattei, levantaram várias suspeitas, inclusive de envolvimento da mafia até grupos terroristas. Rosi está afastado do cinema desde 1997 quando dirigiu o filme A TREGUA, caso contrário poderia dirigir o CASO BATISTI. Tem o Nanni Moretti, que gosta muito de uma sátira, quem sabe não se interessaria em fazer esse filme. Bem, o Costa Gavras especialista em filmes políticos, teria a oportunidade de filmar no Brasil, já que quando quis rodar Estado de Sitio, aqui, teve a permissão negada pelos militares, por isso acabou rodando o filme no Uruguai. De qualquer maneira, o julgamento não terminou hoje, pois o ministro Marco Aurelio pediu vista ao processo, tudo pra dar um clima de suspense ao caso. As más línguas chegaram a dizer que o pedido de vista foi motivado pelo fato de que a sessão estava avançando noite adentro e desse jeito eles perderiam o capitulo da novela Caminho das Índias. Aliás a própria sessão teve lances de novela das oito. Principalmente quando o advogado do italiano, Luiz Roberto Barroso interpela o presidente do Supremo pensando que ele pudesse desempatar o jogo, que afinal não tinha chegado ao 4×4, justamente por causa do pedido de vista. Nesse contexto cabe então refletirmos sobre a frase do poeta e engenheiro brasileiro Eno Teodoro Wanke: “Enquanto a justiça tarda,mas não falha, a injustiça talha, mas não se farta.

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