O diretor Carl Reiner resolve prestar uma homenagem ao cinema noir, pra tanto lançou esta comédia, cujo papel principal é desempenhado por Steve Martin. Ele vive um detetive, uma espécie de Bogart às avessas, que é contratado por uma rica herdeira para investigar a morte do pai, num acidente automobilístico. Por falar em cliente e acidente, a Câmara dos Deputados realizou hoje uma audiência publica para discutir um sistema que visa reduzir acidentes de consumo. A panela de pressão explodiu e queimou parte considerável do corpo de uma dona de casa. Aquela cadeira de plástico quebrou e com a queda aquele senhor sofreu uma fratura de fêmur. A criança brincava com a boneca e acabou intoxicada por agentes químicos. Todas essas situações evidenciam acidentes de consumo. Infelizmente, o Brasil não possui tradição estatística, assim sendo não dá pra dimensionar o tamanho do problema. Já nos Estados Unidos mesmo sem SUS o governo tem prejuízo anual na ordem de 700 bilhões de dólares, imagine então como seria a coisa por aqui. O que se discute na Câmara dos Deputados é um projeto que estabelece a criação de um sistema que permite o registro de atendimentos médicos feitos em hospitais, ambulatórios, postos de saúde e pronto-socorros. Pelo projeto cada unidade de saúde terá que informar trimestralmente o numero de pessoas atendidas por conta de acidentes provocados por produtos ou serviços, considerados como acidentes de consumo. É o Sistema Nacional de Controle de Acidentes de Consumo (Sinac), criado através do projeto de autoria do deputado Dimas Ramalho do PPS-SP. O projeto é importante, principalmente pelo fato de não existir nenhum mecanismo de controle social dos acidentes ocorridos por defeitos em produtos e serviços, não obstante possuirmos uma legislação que trata de saúde e segurança, mas que é omissa quanto à relação de consumo. Quem sabe, as empresas ainda aprendem que o ativo mais importante e que não aparece em nenhum livro-caixa é o cliente. Quando isso acontecer, melhora substantivamente o padrão de relacionamento entre o consumidor e a empresa. Afinal de contas cliente morto não compra.
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