A UM PASSO DA ETERNIDADE.



Filed under : ASSUNTOS DO DIA

Tive a oportunidade de rever este clássico do cinema americano lançado em DVD, numa produção dirigida com muita competência por Fred Zinnemann. Nos papéis centrais Burt Lancaster e Deborah Kerr que protagonizam o beijo emblemático na praia, o que para a época, 1953, era exemplo de grande sensualidade. Frank Sinatra apesar dos 1,70 de altura parecia um nanico, perto de Montgomery Clift que se por um lado tinha 8 centímetros a mais de altura, sua estatura artística era inquestionavelmente maior. Montgomery, que era carinhosamente chamado pelos amigos por Monty foi um ator de grande talento, cuja morte prematura aos 46 anos, interrompeu uma carreira que poderia ter sido pontuada por grande sucesso. Em A UM PASSO DA ETERNIDADE, a grande sensação que passa é que faltou música ao filme, apesar da trilha composta por George Dunning, ela serviu apenas para rechear o filme com música para background. Zinnemann, cineasta que antes do cinema, era violinista, sempre contou com grandes expoentes da música no cinema em seus filmes, como Dimitri Tiomkin em Matar ou Morrer, Franz Waxman em UMA CRUZ A BEIRA DO ABISMO, Bernard Herrmann em CÁRCERE SEM GRADES e Georges Delerue em O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA. Seguramente em A UM PASSO DA ETERNIDADE, tivemos o exemplo de pouca música pra muito filme.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Leave a reply