Este é meu filme preferido de Michelangelo Antonioni com Jack Nicholson onde o esteticismo do cineasta reflete-se no tratamento pictórico que ele deu a seus filmes, tirando o máximo partido da composição e da cor e acentuando a importância da paisagem como parte integrante da narrativa. O grande incômo do filme é a ausencia da música.Michelangelo Antonioni nasceu no dia 29 de setembro de 1912, em Ferrara. Antes de consagrar-se como cineasta, estudou letras e economia e trabalhou como crítico cinematográfico no jornal II Corriere Padano e na revista Cinema, onde entrou em contato com grandes nomes do neo-realismo, como Luchino Visconti e Roberto Rossellini. Após três meses de estudo no Centro Experimental de Cinematografia de Roma, participou como roteirista de filmes realizados por Rossellini, Enrico Fulchignoni e Federico Fellini. Os temas que sempre permearam a filmografia de Antonioni foram a ambigüidade sentimental, ética e cultural. Ele gostava de incursionar pelos dilemas existenciais de uma sociedade burguesa italiana, promovendo um estudo aprofundado, sobretudo pela incomunicabilidade e alienação dos seus personagens. Em filmes feitos em inglês, acrescentou novos recursos fotográficos à complexidade de sua linguagem. Em Londres, filmou Blow-Up Depois Daquele Beijo em 1967, inspirado num conto de Julio Cortázar. Na obra de Antonioni expressou-se uma reação intelectualizada e estetizante contra o neo-realismo urbano que dominou o cinema italiano nos anos seguintes à segunda guerra mundial. Através de personagens freqüentemente extraídos da burguesia italiana, estudou muitas inquietações e angústias do mundo moderno em filmes cada vez mais densos. Antonioni faleceu no dia 30 de julho de 2007. Numa de suas entrevistas Antonioni disse:”Filmes velhos fazem um cineasta sentir-se como pai.Colocamos os filhos no mundo, eles crescem e partem para seguir a própria vida. De tempos em tempos reúnem-se pai e filhos, mas nem sempre se tem prazer em revê-los.”
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