Sábado, 17 de Outubro de 2009
Arquivo Diário
A evolução do estilo jornalístico
Arquivo Diário
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Este é o titulo do filme dirigido e que tem Clint Eastwood no papel do policial Shocley que é encarregado de proteger uma testemunha que está sendo caçada pelos bandidos que ela havia delatado para a polícia. Esse papel é vivido por Sondra Locke, que foi casada com Clint, cuja separação foi extremamente rumorosa e dispendiosa. Mas o objeto da nossa abordagem é a caprichada trilha sonora de ROTA SUICIDA, composta por Jerry Fielding. Um fulminante ataque cardíaco matou o compositor Jerry Fielding, quando ele tinha 58 anos. O compositor conquistou prestígio ao compor as trilhas dos filmes de Sam Peckinpah, dentre as quais poderíamos destacar MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA e SOB O DOMINIO DO MEDO, ambos indicados ao Oscar de melhor trilha. Jerry Fielding começou a trabalhar com Eastwood por ocasião do filme JOSEY WELLES, O FORA DA LEI, que também valeu-lhe indicação ao Oscar. Músico aplicado com forte formação jazzística e que foi aluno de Mario Castelnuovo-Tedesco. Começou a compor para o cinema de forma regular, a partir da década de sessenta, depois de ter sido impiedosamente impedido de trabalhar no cinema por conta do “macartismo”. A trilha sonora de ROTA SUICIDA é pontuada por acordes que marcam sua formação musical, mas acima de tudo serve para mostrar um estilo musical rigorosamente original, que contribuiu até mesmo para exercer influencias, inclusive junto a Lenny Niehaus que foi seu músico e o sucedeu como compositor para os filmes de Clint Eastwood.
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Apesar do filme de Mario Camus não ter sido exibido no Brasil, se fosse para ser batizado por aqui, não ficaria mal esse título:”A cidade dos poderosos”. Nesta produção de 1999, o cineasta espanhol Mario Camus conta uma turbulenta história de amor onde se misturam ambição e poder. Os papeis principais são de Olivier Martinez e Emma Suárez. Falo desse filme, pelo fato de estar garimpando minha discoteca e encontrei a trilha sonora deste filme, que foi composta pelo argelino Jean Marie Sénia. Apesar de pouco conhecido, este compositor já produziu trabalhos musicais para mais de 160 filmes. Formado pelo Conservatório de Música de Estrasburgo, recebendo o premio Hèlene Boschi. Complementou seus estudos na Academia de Música Franz Liszt de Weimar. Começou a compor trilhas sonoras em 1974. No ano de 1983 foi feito um filme para a televisão dirigido por Claude Santelli ORFEU DO CARNAVAL, cuja trilha foi composta por Sénia. Em 2003 no Festival de Cinema de Televisão Internacional da cidade de Luchon, o compositor Jean Marie Sénia foi agraciado com uma menção especial pela sua contribuição para a música no cinema. A trilha sonora de A CIDADE DOS PODEROSOS, tem 55 minutos de música da melhor qualidade, com uma perfeita identificação com o enredo da história, principalmente pelo fato de que Sénia é um compositor que costuma acompanhar as filmagens, para depois se inspirar para produzir a trilha. A sonoridade do piano de Sénia nos revela profunda vocação para o romantismo, com sua música mergulhando no íntimo da alma humana.
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Este é o título da produção de 1975, estrelado pela excelente atriz sueca, musa de Bergman, Liv Ulmann, no qual uma mulher vampiro sai em busca das filhas de suas vítimas. O filme é dirigido por Juan Buñuel, filho de Luis Buñuel, mas que nem de longe conseguiu reeditar o mesmo sucesso do pai. Afastado do cinema desde 1996, a sua filmografia praticamente foi construída a partir de produções para a televisão. LEONOR, foi o mais destacado filme que dirigiu, pois alem de Liv Ulmann tivemos a participação de Michel Piccoli alem da encantadora Ornella Muti. Se isso não fosse suficiente, o filme tem uma belíssima trilha sonora composta por Ennio Morricone. Este trabalho de Morricone coincidiu justamente com a morte do seu pai, mesmo assim Il Maestro com os vinte minutos de música composta para o filme consegue produzir um trabalho a valorizar o filme de Buñuel. A voz que emerge das trevas, sendo resgatada pelas cordas em arpejo, é da vocalista Edda Dell’Orso que durante os anos sessenta e setenta, brilhou nos temas de Morricone.
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
O personagem protagonizado por Alan Ladd, Shane, é o título original desse western dirigido pelo respeitado George Stevens. Um western que pela primeira vez focaliza a ótica de um garotinho que passa a despertar uma verdadeira idolatria por um pistoleiro que defende fazendeiros humildes de bandidos sanguinários. Com violência muito mais sugerida do que explícita, diferente dos filmes de Peckinpah, OS BRUTOS TAMBÉM AMAN se encaixa muito mais no contexto de uma fabula sobre o bem e o mal. Uma fotografia caprichada de Loyal Griggs, mas o ponto alto do filme se sustenta na música enternecedora de Victor Young. Este notável compositor começou sua trajetória em 1936, rapidamente ganhando o respeito e admiração dos chefes dos departamentos musicais dos estúdios cinematográficos. A morte aos 57 anos interrompeu uma trajetória que se desenhava como altamente promissora. Ele foi o primeiro compositor a receber um Oscar postumamente, já que morreu em 1956 e no ano seguinte, a sua trilha para A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS, era premiada. Com 223 trilhas compostas em 20 anos de carreira, o que dá uma média olímpica de 11 trilhas por ano. Em 1996 a KOCH lançou um cd intitulado SHANE A TRIBUTE TO VICTOR YOUNG, onde encontramos um pouco do melhor desse compositor. Temos alem de OS BRUTOS TAMBÉM AMAM, músicas dos filmes SANSÃO E DALILA, POR QUEM OS SINOS DOBRAM, DEPOIS DO VENDAVEL e A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS. As músicas são executadas pela Orquestra Sinfônica da Nova Zelândia sob a regência do americano Richard Kaufman.
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA

Ontem as dependências do DeVos Performance Hall, na cidade de Grand Rapids, estado de Michigan,USA, tiveram lotação completa para uma apresentação da trilha sonora composta pelo canadense Howard Shore para O SENHOR DOS ANEIS, A SOCIEDADE DO ANEL. Ludwig Wicki, regente geral e a participação do Grand Rapids Symphony Chorus, regido por Pearl Shangkuan e Grand Rapids Symphony Youth Chorus conduzido por Sean Ivory. Os momentos mais apoteóticos da apresentação ficaram por conta de Lament For Gandalf e The Prophecy, em ambas, a participação do coral e orquestra se traduz como algo magistral.
A trilha sonora da trilogia O SENHOR DOS ANEIS é marco histórico, já que foi a primeira vez, que um compositor de trilhas, no caso Howard Shore, escreveu para duas orquestras, no caso da trilha original com as participações da Orquestra Sinfônica da Nova Zelândia, com 90 integrantes, alem da Orquestra Filarmônica de Londres com 90 integrantes, escorando a participação coral do The London Voices e do The London Oratory School Schola.
Já está marcada para os dias 17 e 20 de junho de 2010, uma apresentação na cidade francesa de Lyon da trilha sonora O SENHOR DOS ANÉIS, A SOCIEDADE DO ANEL com a Orchestra Nationale du Lyon.
Publicado por admin em 17 Out 2009 | sob: ASSUNTOS DO DIA
Ela foi registrada como Margarita Carmen Dolores Cansino, mesmo com nome latino, ela nasceu em Nova Iorque no dia 17 de outubro de 1918, no bairro do Brooklin. Assim que começou a andar, os pais a colocaram pra dançar, já que o pai e a irmã participavam de um grupo de dança. Quando tinha quatro anos passou a ter aulas no Carnegie Hall e aos catorze já dançava como gente grande no teatro Carthay Circle. Ela foi rejeitada pela Warner por apresentar problemas no cabelo, tudo por causa de cachos que brotavam na sua testa, o que conferia um certo ar hispanico e primitivo. Ela tinha um jeito peculiar de dançar, pois enquanto as outras movimentavam dos quadris pra baixo, ela se movimentava mais dos joelhos pra cima projetando o peito pra cima e com isso conferindo uma sensualidade arrebatadora. O primeiro contrato que ela assinou foi pra receber 75 dólares, alem de aulas de dicção e teatro, como ela tinha apenas quinze anos, o contrato foi assinado pelo pai. Foi o produtor Winfield Sheenan o primeiro a contratá-la e aproveitou para reduzir o seu nome, tirando o Marga e deixando o Rita. Como o nome de solteira da mãe era Volga Hayworth, logo a filha passou a ser chamda por Rita Hayworth. Pronto, nascia o grande mito sexual dos anos quarenta e que ficou célebre pela aparição torrida em GILDA, filme de 1946. O diretor Allan Duwan, que a dirigiu pela primeira vez em 1936, por ocasião do filme HUMAN CARGO, chegou a dizer que ela era “terrivelmente nervosa e extremamente emocional e quando tentava e não conseguia fazer as cenas dramaticas, explodia em lágrimas.” Mas com sua aparição em GILDA, a atriz Rita Hayworth conquistou a fama, pois enquanto os Estados Unidos explodiam uma bomba no atol de Bikini, em Hollywood explodia o sucesso de Rita Hayworth. O filme GILDA, foi precedido de inumeros imprevistos, já que o roteiro foi feito por etapas, o diretor Charles Vidor chegou a afirmar que quando ia para o estudio, nem sabia o que aconteceria, iniciando o filme sem ator principal. A trilha sonora do filme foi composta pelo notável Hugo Friedhofer, que no entanto, não teve seu nome lançado nos créditos do filme. Rita Hayworth faleceu no dia 14 de maio de 1987 em decorrencia de complicações de Alzheimer’s.