Este é o título de um grande clássico dos anos quarenta, o western dirigido pelo controvertido Howard Hawks com John Wayne e Montgomery Clift. Apesar do assunto não ser o filme, não podemos deixar de considerar que temos hoje no Rio de Janeiro um verdadeiro western do século 21. Hoje os bandidos têm armas sofisticadas, podendo até mesmo abater helicópteros. Se nos morros dos westerns tínhamos os índios, surpreendendo a cavalaria, já no Rio temos os traficantes surpreendendo as tropas de elite. A grande diferença entre o cinema e a realidade do Rio de Janeiro é que nos filmes de bang-bang não tinha bala perdida, já na vida real, é o que mais tem feito vítimas. Assim como nos filmes, tinha os bandidos e os mocinhos, só que hoje os bandidos são famosos, enquanto que os mocinhos são anônimos. Se em MATAR OU MORRER, outro clássico do western americano, a figura do xerife Will Kane, não conseguia sensibilizar a população para que o ajudasse a enfrentar os bandidos, no Rio de Janeiro, a população virou refém ou pior, escudo humano. Isso mesmo, no morro existe a maioria formada por pessoas de bem, só que a minoria é ruidosa, barulhenta seja como fuzil ou granada. A cada confronto entre mocinhos e bandidos, sobra sempre para os expectadores, que nada tem a ver com o filme, quer dizer com a ação da vida real. No cinema, a gente assiste ao filme, come pipoca, toma refrigerante e vai pra casa. No Rio, muita gente fica impedida de voltar pra casa, justamente pelo fato de que é lá que mora o perigo. O jornalista Barbosa Lima Sobrinho tinha uma frase que dizia: ”A solução para violência é fácil:a punição dos culpados.” No velho oeste também era assim, por isso os cartazes oferecendo recompensa para a prisão dos bandidos. Por aqui, só falta afixar o cartaz e estipular a recompensa.
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