Naquela noite de 21 de março de 1999, talvez o cineasta Roberto Begnini tenha vivido a mais intensa emoção da sua trajetória cinematográfica, quando viu o seu filme A VIDA É BELA, ser agraciado com 3 estatuetas na festa do Oscar. O filme recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro, sendo que Roberto Begnini o de melhor ator, enquanto que Nicola Piovani foi premiado pela trilha sonora. Roberto Begnini nasceu em Arezzo e durante os anos setenta, interpretou alguns monólogos escritos por Giuseppe Bertolucci, irmão caçula do cineasta Bernardo Bertolucci. Foi a televisão que alavancou a carreira cinematográfica de Roberto Begnini, depois de ele ter feito alguns filmes com nomes de relevo do cinema italiano como Marco Ferreri e Sergio Citti. Durante a década de noventa ele consegue consolidar o seu prestigio aparecendo com relevo em O FILHO DA PANTERA COR DE ROSA, de Blake Edwards, A VOZ DA LUA de Federico Fellini, alem de O MONSTRO e JOHNNY STECCHINO. Mas indubitavelmente o grande momento no cinema surge com A VIDA É BELA, filme que ganhou alem do Oscar, muitos prêmios em várias partes do mundo como no Japão, Austrália, Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Canadá, Dinamarca e Polônia. Mas, por mais incrível que possa parecer ou até mesmo ser mais um dos efeitos negativos do Oscar, a carreira de Begnini não deslanchou no cinema. Na verdade, muitos fatores associados podem determinar o insucesso, após ser premiado com o Oscar. Ao mesmo tempo em que agentes afoitos querem transformar em dinheiro, a fama provocada pelo Oscar, muitos acabam não tendo sucesso. Roberto Begnini depois de A VIDA É BELA, filmou PINOCCHIO e O TIGRE E A NEVE,mas os dois filmes não conseguiram sucesso. Ele está afastado do cinema desde 2005. Durante este tempo ele participou do projeto para o teatro TUTTO DANTE, onde recitava a Divina Comédia. Por tudo isso é que Roberto Begnini, aniversariante deste dia 27 de outubro, costuma dizer que :” A vida foi e continua sendo bela.”
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