O AMOR CUSTA CARO.



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Este é o título do filme dos irmãos Coen, onde de um lado um advogado (George Clooney) especializado em divórcios e de outro uma advogada (Catherine Zeta-Jone) que deseja enriquecer à custa das separações. Usamos o filme para falar da entrevista da psicóloga Giovana Perlin, ao programa Trocando em Miúdos de hoje, no assunto sobre amor, casamento e vida profissional. Nos últimos quatro anos vivemos um paradoxo, pois se de um lado aumentou o numero de casamentos, também aumentou o numero de divórcios. Antigamente se dizia que o casamento era pra sempre, já hoje já se encara a perspectiva de pelo menos dois casamentos durante a vida. Ainda convivemos com modelos modernos e tradicionais, os homens admitem participar de atividades domesticas, mas entendem que isso representa algo a mais, e não que seria uma atividade compartilhada. As mulheres ainda são vistas como cuidadoras dos maridos e dos filhos. Mesmo cansada, de uma jornada de trabalho, a mulher ainda corre pra preparar o jantar do marido. Homens e mulheres têm a mesma jornada de trabalho, mas as mulheres é que acabam trabalhando um terceiro turno. No estudo da psicóloga Giovana Perlin, os homens ainda acreditam que existe uma mulher pra casar, que possui certas características. A idealização é de uma mulher que consegue dar conta da questão domestica geralmente uma mulher que não tenha passado sexualmente ativo, mulheres bem colocadas profissionalmente, seria uma espécie de super mulher. Segundo Giovana, as mulheres independentes assustam os homens, já que elas acabam não sendo reconhecidas como femininas. A mulher deve ser bonita, mas não muito. São os estereótipos dos homens quanto se trata de casar. Para Giovana o amor não é uma coisa natural e uma nova forma de amor está surgindo, hoje é o amor companheiro e reflexivo, onde a questão sexual não segura um relacionamento. A amizade ganha uma ênfase de companheirismo, ganhando uma nova forma de amar. Ainda falando sobre levantamentos feitos, temos em cidades mais tradicionais onde é quase uma obrigação o homem ter uma amante. Mas, pesquisas mostram que as mulheres estão traindo mais do que os homens. O fenômeno do feminicídio é um atestado disso, homens matando namoradas e esposas. Se por um lado as mulheres são mais flexíveis para lidar com traições, hoje o modelo do casamento já está sendo repensado. Frase do novelista Dias Gomes: “O segredo da durabilidade do casamento é a concessão mútua.”

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