O EGIPCIO;



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O compositor Bernard Herrmann era um perfeccionista, alem do mais se destacou dos demais compositores pelo talento, criatividade e sobretudo tratamento dispensado a própria composição. Trocando em miúdos, ele ao escrever a música preocupava-se em estabelecer uma pontuação detalhada no arranjo para cada instrumento, o que era extremamente raro. Seja no coro ou na orquestra, cada nota merecia um grau de detalhamento. Esse era o grande diferencial das suas obras aos serem executadas. Esse preciosismo é que levava a sua música penetrar nos poros dos espectadores. Assim foi também com relação a trilha sonora do filme O EGIPCIO, de 1954, dirigido por Michael Curtiz. Herrmann e Newman tinham características bem distintas. Se você desse uma escola de samba para Herrmann trabalhar, ele iria detalhar a participação de cada setor, enquanto que Newman se ateria mais ao conjunto. Esse grau de detalhamento que levou Herrmann a colidir com o produtor Darryl Zanuck, a exemplo do episódio com Dimitri Tiomkin, também se arvorava em se mostrar entendido de música. Herrmann saiu, entrando Newman que aproveitou o farto material deixado pelo colega. O Prelúdio de O EGIPCIO, fusão de coro e orquestra oferece à produção, uma emblemática tonalidade musical da marca registrada de Herrmann. Ontem levamos ao ar essa trilha sonora em nosso programa A Música no Cinema, muitos ouvintes que não a conheciam ficaram impressionados com a beleza do tema. Esse tem sido o nosso objetivo com esse programa que completa em agosto deste ano 24 anos. Um programa diário, com uma hora de duração, que serve para mostrar o melhor da música no cinema.

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