Hoje é dia das farmácias e seria oportuno refletirmos um pouco sobre o papel que elas têm desempenhado no contexto da sociedade. Nem vamos questionar o fato da não presença do farmacêutico. Também não vou falar sobre empurroterapia uma pratica já consagrada por balconistas. O assunto é exatamente sobre o fato das farmácias venderem produtos que não tem nenhuma relação com a saúde, os chamados produtos de conveniência. Bem, a pergunta é a seguinte, conveniência de quem para quem? Lógico a conveniência é da própria farmácia, já que quando a pessoa entra numa farmácia está claro que ela não entrou para comprar chocolate ou sorvete. Estamos percebendo que o espírito mercantilista tomou conta, sendo que gradativamente a farmácia vem perdendo o seu papel social junto à população, para cada vez mais deixar de assumir uma postura de boas praticas farmacêuticas. Em maio deste ano as farmácias ganharam junto ao Supremo Tribunal de Justiça, o direito de não acatar uma norma da Anvisa, que restringia a venda de produtos que não tem relação com a saúde. Está dormindo na Câmara dos Deputados o projeto 5.235 de 2005 que estabelece uma subvenção para as farmácias para que vendam medicamentos a preços mais baixos. Só falta um projeto para obrigar as farmácias a venderem remédios. Está mais do que claro que farmácia é hoje o local onde não se encontram remédios para todos os males.
Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI