PRESIDENCIÁVIES: O QUE MOSTRAM AS PESQUISAS?



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Recebi vários emails solicitando que eu comentasse as ultimas pesquisas de intenção de voto na corrida presidencial. A minha opinião é de que os resultados que são divulgados não refletem uma realidade, mostram apenas uma leve e inconfiável tendência. Você poderia perguntar: como assim? O que ocorre é que os resultados que são divulgados referem-se à intenção de voto estimulada e que não é real. Na realidade, o entrevistador do instituto de pesquisa pergunta primeiramente de forma espontânea, em quem o entrevistado votaria. Essa sim é a intenção que vale, pois significa um processo de cristalização da intenção de voto, próprio de quem já está decidido a votar num candidato (a). Por outro lado, esse resultado não chega ao conhecimento do grande público pelo próprio desinteresse dos institutos em divulgar o mesmo, já que nessa sondagem o universo de indecisos fica muito próximo de 50%. Já a pergunta estimulada, em quem votaria, caso as eleições fossem hoje, com o entrevistado tendo praticamente que optar por um dos nomes que constam num cartão mostrado, isso por outro lado reduz substancialmente o numero de indecisos, mas por outro lado, não significa que o eleitor já se definiu por aquele nome. A intenção só se mostraria real após outra pergunta dando conta se aquela intenção seria definitiva ou o entrevistado admite que poderia mudar. Esta pergunta possivelmente nem faça parte do questionário aplicado pelos institutos de pesquisa. Assim o que acaba sendo do conhecimento público são números totalmente artificiais que poderiam contribuir apenas para colocar mais condimento na disputa, porem longe de ser considerado como um resultado real. Por isso vale a citação de uma frase do escritor Bernard Shaw: ”a pesquisa é como o biquíni, mostra quase tudo, mas não mostra o essencial.”

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