A data de hoje serve para refletirmos um pouco sobre essa profissão, cortador de cana, que acaba sendo vista como um trabalhador que alem de sofrer e ser mal remunerado, ainda coloca em risco a sua própria integridade, tanto a nível de acidentes como doenças respiratórias. Claro que as estatísticas sobre doenças e mortes quase não são divulgadas, mas sabe-se que não são poucos os casos. O segmento canavieiro sempre tentou minimizar a situação, ponderando que existem outras profissões cujos riscos são maiores e de que a remuneração seria atraente perto de 800 reais por mês. A economista Sandra Quintela, da Unicamp, realizou um trabalho de pesquisa que mostrou que o trabalhador está cortando mais cana e com a mesma grana de dez anos atrás. Alem disso as próprias condições de vida dos cortadores de cana acaba sendo inferior a dos escravos do Brasil colônia. Então você já sabe, quando tiver que mandar alguém “cortar cana” saiba que esta expressão está colocando a pessoa no patamar mais baixo da escala social e profissional. Não por acaso é bom lembrar que cana também serve de sinônimo para a cachaça, mas por outro lado também serve para a cadeia.
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