Qual seria o remédio para a injustiça? Seria a justiça ou o esquecimento? Do jeito que as coisas andam, parece que estão lado a lado a justiça e o esquecimento. Quando alguém acaba se silenciando diante de um episódio suspeito ou desonesto, temos a presença da injustiça. Quando um poderoso consegue burlar a lei, estamos diante da injustiça. Quando o fraco é abatido pelo forte, também temos configurada uma tremenda injustiça, já que as forças são diferentes. Quando alguém rouba uma vaga no trânsito, também temos uma injustiça. Quando alguém acha alguma coisa que não lhe pertence e resolve tomar posse, também estamos diante de uma injustiça. Ficaríamos muito tempo enumerando as situações em que a injustiça se faz presente no cotidiano das pessoas. Mas em nome da hipocrisia, muita gente que comete injustiça, diz odiá-la. Quando o ódio toma conta diante de um episodio de injustiça é preciso saber se por trás desse sentimento não existe algo parecido com inveja. Já o sentimento de revolta pode ensejar que a pessoa acabe se transformando numa autentica bomba relógio, sujeita a explodir a qualquer momento. Já a indignação revela que não aceitamos as coisas como estão, mas por outro lado, seria preciso coragem pra mudar o quadro. Por fim a indiferença seria uma forma de a pessoa desprezar algo, o que poderia revelar certa desumanidade. Gosto muito de uma frase de Ruy Barbosa que pode expressar muito bem o tema:”A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.”
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