Hoje é o Dia Internacional da Tolerância, nada mais justo do que invocarmos uma obra singular e obrigatória, principalmente quando pensamos neste mundo globalizado em que vivemos. Falo do Tratado Sobre a Tolerância escrito pelo filósofo francês Voltaire que se constitui num autentico testemunho sobre o iluminismo. Trocando em miúdos, o Iluminismo foi um movimento que teve por objetivo mobilizar o poder da razão, com objetivo de reformar a sociedade e o próprio conhecimento. Apenas um ponto de reflexão que o livro estimula através da constatação de que não só é cruel perseguir nesta curta vida os que não pensam como nós, como também suponho ser ousado demais pronunciar sua condenação eterna. Em outras palavras o jornalista Nelson Rodrigues disse a mesma coisa de modo sintético, a unanimidade é burra. Será então que dá pra aceitar quem não pensa como nós? Talvez seja apenas uma questão de se dar ao trabalho de pensar um pouco sobre o assunto.
O movimento militar de 15 de novembro de 1889, depois de muita relutância, foi comandado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que inicialmente teria resistido a essa idéia. A rigor, na época ele se encontrava doente e até que não teve muito trabalho, pois bastou atravessar a rua da sua casa e se dirigir ao batalhão que ficava bem próximo, onde então conclamou os soldados a se rebelarem contra o governo. A rigor esse movimento revolucionário aconteceu sem que nenhum tiro fosse disparado. Bom, não foi bem assim, já que o então Barão de Ladário foi o único a resistir a ordem de prisão, com isso acabou levando um tiro de um desconhecido. O Barão de Ladário, cujo nome era José da Costa Azevedo, que havia sido militar e diplomata, chegou a exercer a pasta de ministro da Marinha, quando foi baleado, acabou sendo socorrido por um estudante. Ironia do destino é que o Barão de Ladário, na condição de membro da esquadra brasileira participou da Guerra do Paraguai que provocou a morte de 60 mil brasileiros, ele saiu ileso e acabou recebendo ainda vários títulos e medalha da Campanha do Paraguai. Em 1904 em eleição indireta, ele foi eleito deputado geral tendo obtido 8 votos. Em 1903 ganhou a eleição para o Senado com 2 votos. Este é um lado da história republicana pouco conhecida de uma figura que acabou se constituindo na única vítima, a bala, da Proclamação da República. Na capital paulista existe uma rua no bairro do Brás que homenageia a figura do Barão de Ladário
O dia mundial do diabetes foi criado em 14 de novembro de 1991 pela Federação Internacional do Diabetes em parceria com a Organização Mundial da Saúde, tendo em vista o grande interesse em todo o mundo sobre a doença diabetes. Uma iniciativa que ganhou eco em todo o mundo, com uma serie de atividades que são desenvolvidas no pais, nos estados e nos municípios. O objetivo é permitir, que cada vez mais, um numero cada vez maior de pessoas, tomem conhecimento sobre a doença e a necessidade da adoção de medidas saudáveis que possam contribuir para inibir uma estatística extremamente estarrecedora. Uma doença que mata uma pessoa a cada oito segundos é algo devastador. Você pode prevenir, adquirindo hábitos saudáveis tanto com relação a alimentação quanto a pratica de uma atividade física regular. Comece diminuindo a quantidade ingerida em cada refeição, sendo que na sobremesa, de preferência para produtos light ou diet e lembre-se que o que atrapalha é o excesso. Quando entrar num supermercado, fique atento ao que você vai comprar, não se esquecendo dos produtos de origem natural, deixando de lado o que for industrial. Quanto a atividade física, lembre-se do que você pode agregar a sua vida:melhora do desempenho sexual e aumento da expectativa de vida.
Durante toda esta semana estaremos apresentando muitas entrevistas sobre o tema diabetes, contribuindo da melhor maneira para esclarecer, informar e com isso ajudar a prevenir a doença.
A capacidade de transformar em musica, sentimentos tão profundos. O registro melódico de cenas impactantes com acordes permeados de magia e encantamento. Estilos diversos impregnados por melodias, harmonias e ritmos que representam um verdadeiro desdobrar das asas da alma humana. Sua música tem a extraordinária capacidade de despertar todos os sonhos e anseios de quem revela afinidade com a sua música. Uma mente brilhante conectada com estilos orquestrais, que contribuíram de forma significativa para o sucesso de muitos filmes ao longo de uma carreira de 50 anos, que ele está completando neste ano de 2011. São 83 anos de idade completados neste dia 10 de novembro, demonstrando um vigor físico invejável capaz de impressionar até mesmo os membros da orquestra que o acompanha há mais de 4 décadas. Sua identificação com a música brasileira começou antes da sua experiência em produzir os arranjos musicais para o disco que Chico Buarque gravou na Itália. Foi por ocasião do filme de Giuliano Montaldo A QUALQUER PREÇO, quando então ele conheceu um grupo de músicos brasileiros que excursionavam pela Itália convidando-os para participar da trilha sonora que estava preparando. A partir daquele instante, pudemos então sentir em muitos outros trabalhos a referência ao ritmo brasileiro como em NUMA NOITE UM JANTAR filme de 1969. Neste mesmo ano ele produziu os arranjos musicais para Chico Buarque que gravou um disco na Itália que levou o nome de POR UM PUNHADO DE SAMBA, parafraseando o grande sucesso da trilha sonora do filme POR UM PUNHADO DE DOLARES. Já Conquistando os mais ambicionados prêmios do cinema, tendo a sua capacidade reconhecida por platéias do mundo inteiro, que desde 2001 tem a oportunidade de assistir aos seus memoráveis concertos.
Seu mais recente trabalho é com a cantora da Nova Zelândia, Hayley Westenra, onde Il Maestro fez os arranjos trasformando em canções, algumas de suas obras notáveis.
Indicado em cinco oportunidades para o Oscar, apenas em 2007 ele teve seu valor reconhecido pela Academia de Artes e Ciencias Cinematográficas de Hollywood, tendo recebido um Oscar pelo conjunto da sua realização em prol da musica no cinema. No ano passado ele recebeu da Real Academia Sueca de Música um premio que se equivale ao Nobel, trata-se do Premio Polar, mais uma vez o seu talento reconhecido e num evento memorável ele teve a oportunidade de ouvir a soprano Jessy Norman interpretando suas músicas.
Uma obra para o cinema pontuada de forma melodiosa e harmonica capaz de sensibilizar, tocar os corações e arrancar suspiros aos mais insensíveis. Ele personificou uma época de grande desenvolvimento da música no cinema celebrando parcerias com os mais notaveis nomes da direção como Sergio Leone, Gillo Pontecorvo, Roman Polanski, Pedro Almodovar, Brian De Palma, Rolland Joffè, Bernardo Bertolucci, Oliver Stone, Giuseppe Tornatore e tantas outras grandes expressões.
Composições sempre caracterizadas por uma tonalidade definida por um percurso harmônico extremamente audível que acaba sempre assimilada com facilidade. Essa música é muito mais fruto do intenso trabalho de escrever do que propriamente de um processo de inspiração. Nos dias de hoje está muito mais empenhado na sua carreira concertista e de compositor da chamada musica assoluta, que é a música erudita, do que produzindo partituras para o cinema. Mas a sua discografia é mais do que suficiente para que seus admiradores possam continuar se emocionando e apreciando o melhor da sua música para o cinema. Bem, este é o genial Ennio Morricone. Bravo! Il Maestro auguri!
Sirvo-me da produção de 1983 dirigida por Ettore Scola, ganhador de vários prêmios importantes do cinema, para falar sobre o tema desta semana do Trocando em Miúdos, a dança. Assim como num baile, em nossas vidas, temos vários gêneros musicais que norteiam o nosso próprio ritmo de viver. Durante os primeiros anos de vida o ritmo se assemelha mais a um adágio. A infância é marcada por um ritmo mais agitado e inquieto, pois ela está criando o seu próprio mundo. Na adolescência existe sempre certa mistura de ritmos o que marca até indefinição quanto ao rumo da vida. Na juventude também teríamos uma mistura de ritmos variando desde o rock, axé, musica sertaneja, pagode e muitos outros, o que denota um estado de espirito. Quando nos sentimos adultos, temos que enfrentar os desafios profissionais, pessoais e existenciais, muitos levam as lambadas da vida. Chega então a melhor idade, aquela onde você vai escolher na bagagem que carregou durante a viagem da vida,aquilo que será essencial para sua existência, tudo cadenciado, num ritmo mais lento, porem sábio.
Inquestionávelmente a tecnologia contribuiu para reduzir os postos de trabalho, segundo alguns especialistas este seria o preço do desenvolvimento. Apesar da tecnologia se constituir numa importante ferramenta nas áreas da Educação e também da Comunicação e Informação, também é discutível a questão do esfriamento que ela traz no âmbito humano. Entra em discussão o aspecto da desumanização gerado pela tecnologia. De um lado aqueles que apregoam que as inovações tecnológicas são resultados de ações humanas. Que a difusão da tecnologia sempre se dá através de redes sócio-tecnicas que são gerenciadas por humanos. Mas que tipo de humanidade estamos falando? A rigor os próprios especialistas da área tecnológica têm profundas dificuldades em medir o impacto que o desenvolvimento da tecnologia representa no conjunto da realidade social contemporânea.
A Copa do Mundo tem propiciado as mais diferentes expectativas, quanto a sua realização em 2014. Durante esta semana, estaremos discutindo este assunto em nosso programa Trocando em Miúdos, na certeza de contribuirmos para a formação de uma opinião, seja ela positiva ou negativa. Como o nosso Brasil sempre foi movido por desafios, não resta dúvidas de que este atual momento, em especial, em meio a tantas denúncias a partir da esfera federal no âmbito do esporte, uma nuvem de incertezas paira no horizonte. Num período recente da nossa história política, tivemos o uso político desta competição, quando em pleno regime militar quiseram transformar a pátria em chuteiras. Olhando pela janela do mundo, observamos que a corrupção que sempre foi um mal globalizado, mostra seus tentáculos fragilizando nações e contribuindo para injetar pessimismo, principalmente em termos de expectativa da população quanto aos agentes políticos. O que sobra de alento, mas que nem por isso deve se transformar em comodismo é que a vida continua, independente de tudo que aconteceu e daquilo que está acontecendo. O que nos resta é não ter apenas uma posição contemplativa e que a nossa indignação sirva para marcar um posicionamento, seja ele aprovação ou reprovação, pois como diz o humorista Millor Fernandes: “Tragédia ou comédia é a mesma desgraça quando vista por nós ou acontecida conosco.”
Hoje no Papo de Esquina do programa Trocando em Miúdos vamos discutir um tema bastante delicado dentro da área médica que é a ética. O novo código entrou em vigor no dia 13 de abril do ano passado, mas é omisso em vários pontos, apesar de alguns avanços. O código não entra como deveria na relação entre médicos e industria farmacêutica, que sempre foi cercada por ondas nebulosas. Na pauta de julgamentos relativos ao mês de outubro o Conselho Federal de Medicina apreciou ou ainda irá apreciar 41 processos, o que já nos oferece uma dimensão da problemática que cerca a relação e o exercício da profissão de médico. Mas isso, efetivamente ainda é um número infinitamente insignificante perto do tamanho da nação e sobretudo da demanda existente na área de saúde. Mas porque isso ocorre? Parte por conta da desinformação, conformismo e também do medo que cerca uma relação de poder que o médico ainda ostenta. Muitas pessoas de forma até resignada convivem com as mais absurdas situações na área médica, desde a omissão de profissionais como também erros médicos. Hoje os médicos dispõem de tecnologias avançadas na área de diagnóstico e tratamento, mas esse avanço não se reflete no padrão de relacionamento do médico com o paciente. Há uma necessidade premente de uma maior interação entre o médico e o paciente. Mas esta relação ela só passa a ser melhor entendida, a partir do instante em que o profissional médico também se ver na condição de paciente pu seja, vivenciando a sua própria doença, só assim o modelo biomédico será repensado.
Sabidamente você só vai se lembrar do profissional de informática, quando seu computador apresentar algum tipo de problema.Inegavelmente foi a área de informática que exerceu maior influencia a partir do século XX com a Era da Informação. O profissional da informática tem o status de engenheiro, mas o que falta a esse profissional, talvez seja uma formação mais integrada a outras áreas do conhecimento, pois sua atuação passa não só por aspectos eminentemente técnicos, mas também de ordem humana, quando falamos de relacionamento entre pessoas. Na realidade hoje o profissional TI, da tecnologia da informação, deve ter uma relação direta com a tecnologia da interação entre as pessoas.
Este 18 de Outubro é o dia do médico, muitas pessoas só lembram-se deste profissional quando a situação literalmente foge do controle. Se for uma pequena dor, quem sabe um chazinho. Caso a dor seja um pouco mais forte, quem sabe um analgésico. Se a dor persistir, tem o balconista da farmácia. Quando a dor se torna insuportável, então o destino é o pronto-socorro. Dependendo da origem dessa dor, muitas vezes o paciente pode até ficar no meio do caminho, caso esteja enfartando por exemplo. A visita de rotina ao médico, fazendo parte de um ato preventivo, pode livrar muitos pacientes de situações alarmantes. O que acontece é que o ditado diz que é preferível prevenir a remediar. Mas o sujeito normalmente prefere ir remediando a se antecipar ao problema maior. Em termos de saúde o risco representa a probabilidade de acontecer um determinado evento com cada pessoa. Esse risco tanto pode ser em detrimento das condições do ambiente físico, como também produto de problemas herdados da sua árvore genealógica, alem é claro dos próprios hábitos e costumes que tantas vezes são responsáveis pelas chamadas emergências médicas. Uma frase de Santo Agostinho pra ajudar a pensar melhor na prevenção: “Não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença”.